Chipp afirmou que CMSE aguarda os resultados dos estudos feitos pelo ONS, que devem ser concluídos até terça-feira (12)Por Adriana Maciel, de Brasília
Os estudos feitos pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) sobre a redução da geração térmica no Nordeste deverão ficar prontos até a próxima terça-feira (12/11), afirmou o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp. A ordem de manter despachados os 800MW ainda é por segurança elétrica para não ter sobrecarga, explicou o diretor em entrevista no 13º Encontro dos Associados da Apine nesta quinta-feira (07).A decisão de manter o despacho foi tomada na quarta-feira (06) na reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Segundo Chipp, após os resultados dos estudos, o Comitê deverá decidir o quanto poderá ser reduzido, ou até mesmo desligar as térmicas. “O que nós vamos fazer para tentar agilizar e reduzir os custos é tentar estressar um pouco mais esses limites de transmissão, mantendo os mesmos níveis de segurança”, explicou. Ainda de acordo com o diretor, os reservatórios do Nordeste estão com níveis em torno de 24%, o que não deve mudar até o final de novembro.Para Hermes Chipp, com a introdução do CVaR no sistema, por ser um mecanismo mais robusto, há um despacho natural de térmicas muito maior, garantindo maior estabilidade. “Hoje o próprio modelo está despachando cerca de 11.600 MW, antigamente era muito menos. Você despacha antes um volume maior de térmicas, mas mais baratas. No final, você tem a mesma energia a um custo muito menor para o consumidor”, destacou.De acordo com o secretário de Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura, que também participou do encontro da Apine, esse ano deve entrar pouco mais de 8mil MW no sistema, proveniente de todas as fontes. Para o secretário, este valor é muito significativo. “Nós estamos com uma oferta de energia muito favorável”, ressaltou Altino Ventura.Segundo o balanço das obras apresentado durante a reunião do CMSE, pela Secretaria de Energia Elétrica (SEE), os empreendimentos de geração e transmissão concluídos em 2013 acumularam uma expansão de 6 mil MW e 9,4 mil quilômetros de linhas de transmissão. Até dezembro deste ano, o sistema de transmissão das usinas do rio Madeira (Santo Antonio e Jirau) terá capacidade de transmitir até 3.150 MW para as regiões Sudeste/Centro-Oeste e a área Acre/Rondônia, conforme previsão do ONS e da Eletrobras.O operador e a empresa informaram também que os testes no primeiro bipolo do sistema de transmissão das usinas do rio Madeira terão sua primeira etapa concluída até o fim de novembro, permitindo o escoamento de até 700MW para a região Sudeste/Centro-Oeste e até 400MW para a área Acre/Rondônia, totalizando 1,1 mil MW.Durante a reunião, o conselho também aprovou os Volumes II e IV dos resultados obtidos pelo GT de Avaliação da Segurança Elétrica das Instalações da Rede Básica, criado pelo MME, referente à segunda etapa, com as propostas de melhorias para a segurança das instalações consideradas estratégicas para a rede básica. Esse trabalho contou também com a participação da EPE, da Aneel, do Cepel e dos agentes.
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