Empresa deixa de faturar anualmente R$2 bilhões por causa dos furtos de energiaPor Wagner FreireA concessionária carioca Light se comprometeu a investir R$2 bilhões no combate às perdas de energia elétrica até 2018, afirmou o presidente da empresa, Paulo Roberto Ribeiro Pinto, em teleconferência com acionistas nesta segunda-feira (11/11).Do total previsto, R$1,25 bilhão será viabilizado com recursos da própria companhia. Os outros R$750 milhões virão de forma completar, deduzidos da conta de obrigações especiais, concedido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) via recursos dos consumidores.A empresa explica que o vetor do combate às perdas serão os medidores eletrônicos. "Estamos considerando a instalação de um milhão de medidores eletrônicos dentro do conceito de smart grids", afirmou o executivo.Segundo Paulo Pinto, para o próximo ciclo de revisão tarifária, a Light assumiu uma responsabilidade maior que em outros anos no que se refere ao compromisso de reduzir as perdas não técnicas de energia, também conhecida como "gatos".Durante a teleconferência, o executivo destacou que a empresa vem se empenhando para regularizar os pontos de consumo de energia em áreas consideradas de risco. A pacificação de comunidades no Rio de Janeiro vem contribuindo para esse trabalho.A empresa também está aplicando uma tarifa diferenciada para os consumidores de comunidades carentes do Rio, a fim de capturar receitas que antes não eram contabilizadas no balanço financeiro da distribuidora. A Light deixa de faturar R$2 bilhões por ano por causa de furtos de energia.O processo de recuperação das receitas, porém, é gradual, pois é preciso conscientizar paulatinamente a comunidade da importância de pagar pela energia. Para tanto, a companhia está aplicando uma tarifa que é 30% inferior ao valor da tarifa normal, mas que é gradualmente recomposta ano a ano, até alcançar o valor pago por todos os consumidores.A empresa saiu de um patamar de perdas não técnicas de 45,4% (dez/2012) para 44,2% (jun/13). A meta inicial é chegar em 39,9% ao final dos próximos dois anos. "Estamos criando um projeto específico de combate às perdas e a inadimplência, que vai começar a ser aplicado em 2014", disse o presidente da concessionária.
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