O governo estuda impor exigências de conteúdo local nas compras de equipamentos pelas concessionárias de energia elétrica, nos mesmos moldes do que já acontece no setor de petróleo e gás. Criticada por petroleiras estrangeiras e elogiada por empresas brasileiras, a polêmica regra garante uma taxa mínima de componentes fabricados no país nas compras de equipamentos do setor. O objetivo é proteger produtores brasileiros da concorrência estrangeira, principalmente dos fabricantes chineses, que estão investindo no setor elétrico do Brasil. A proposta é liderada pelo Mdic e atende ao pleito de empresários. Ainda não há definição de percentual, mas o setor fala em 60% de conteúdo local. No setor de petróleo, ele depende da área e varia de cerca de 30% a mais de 70%. No caso do setor elétrico, o interesse não é só de empresas nacionais, mas especialmente de multinacionais, que fizeram investimentos nos últimos anos no país e temem perder mercado. Para o Mdic, a medida é necessária para dar competitividade aos fabricantes instalados no país. Sob impacto de alta nos custos, agravado pela necessidade de ligar usinas térmicas (cuja geração é muito mais cara que a das elétricas) a proposta de aplicar regras de conteúdo local para o setor elétrico encontra resistência em técnicos do Ministério de Minas e Energia. Também temem alta de custo as concessionárias, que travam uma batalha em relação às tarifas desde o ano passado, quando a presidente Dilma prometeu baixá-las em até 20% em média. (Folha de São Paulo – 09.11.2013)
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