Redução das afluências foi o fator responsávelDa redaçãoA Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) divulgou o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) para o período de 16 a 22 de novembro de 2013.A redução das afluências no Sistema Interligado Nacional (SIN) foi o fator responsável pela elevação do preço médio em todas as regiões.
Os limites de intercâmbio de energia (máximo de energia que cada submercado pode exportar ou importar) entre os submercados não foram atingidos e os preços médios ficaram equalizados/iguais em todos os submercados em R$ 336,58/MWh.
Eneva quer reestruturar dívida até dezembroEmpresa, que é a antiga MPX, registrou prejuízo de R$ 178 milhões no terceiro trimestre de 2013Por Adriana Maciel, de BrasíliaA Eneva confirmou, durante a teleconferência de apresentação de seus resultados do terceiro trimestre, realizada nesta quinta-feira (14/11), que pretende fazer a reestruturação da dívida antes do fim do ano. O CEO da empresa, Eduardo Karrer afirmou que vem conversando com os bancos e espera finalizar esse processo nas próximas semanas.
“Nós queremos fazer uma rolagem dessa dívida por até 12 meses e pagá-la. E ai sim, no segundo semestre de 2014 nos teríamos uma quantidade menor de dívidas que poderíamos refinanciar com debêntures ou outros instrumentos até o fim do ano”, ressaltou Karrer. O executivo acrescentou ainda que estão em contato com os credores da OGX para fazer a reestruturação da OGX Maranhão - cuja reorganização societária foi anunciada recentemente. “A fim de garantir que tenhamos essa aprovação, antes de assinarmos todo o processo, teremos certeza de que os dados estão todos alinhados”, disse.
Segundo os dados divulgados nesta quinta, a Eneva registrou um prejuízo líquido de R$ 178 milhões no terceiro trimestre de 2013, o que representa um aumento de 105,4% se comparado ao mesmo período de 2012, quando apresentou um prejuízo de 86,7 milhões. Para a empresa, o lucro foi impactado principalmente pelos custos de indisponibilidade decorrentes da paralisação das térmicas a carvão em operação comercial e pelas despesas de juros relacionados ao fim do período de carência dos empréstimos de longo prazo dos projetos.
Mesmo assim, o CEO da Eneva afirmou que pela primeira vez a empresa tem uma melhoria constante nos resultados. Segundo Eduardo Karrer, a ideia é reduzir os custos da energia gerada, com a redução significativa dos custos de combustíveis. A receita bruta da empresa ficou em R$ 353,5 milhões no 3ºTri e a receita líquida, em R$ 317,3 milhões. Já o Ebtida, ficou em R$ 11 milhões.
Karrer destacou também que esse foi o primeiro trimestre que não tiveram que comprar nenhuma energia no mercado. Já o volume de energia vendida de junho a setembro foi de R$ 1.719 GWh, desconsiderando o volume de Pecém I e os volumes negociados pela comercializadora, de acordo com as novas regras de contabilização. Com relação aos investimentos consolidados, totalizaram R$ 230,6 milhões no terceiro trimestre deste ano.Por fim, o CEO afirmou que não houve nova manifestação por parte da EBX, empresa de Eike Batista, com relação à parte remanescente da Eneva, antiga MPX. “Há alguns meses publicamos um fato da EBX, que estava procurando vender a parte remanescente da Eneva. Nós compartilhamos essa noticia com o mercado, mas não tivemos nenhuma outra noticia por parte da EBX. Quando tivermos, vamos avisar”, ressaltou Karrer.
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