Aneel abrirá audiência pública na próxima terça-feira, 19, para discutir nova metodologia para o cálculo da RAP no ano que vemMauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Investimentos e Finanças 14/11/2013
A metodologia do cálculo para a definição de valores de receita anual permitida em projetos que irão a leilão no ano de 2014 será alvo de audiência pública na Agência Nacional de Energia Elétrica. Nesse sentido, a tendência é de que o índice de 4,6% do Custo Médio Ponderado de Capital (na sigla em inglês, WACC) seja elevado para os projetos no ano que vem. A proposta ainda não é conhecida, mas o valor deverá ser superior ao que os investidores tiveram que trabalhar em 2013.De acordo com o diretor da Aneel, Edvaldo Santana, a tendência de curva é de crescimento. "Estamos estudando esse índice que é dinâmico, por isso é anual, nesse ano vimos o risco país subir, os custos subiram e é natural que o índice seja elevado", afirmou ele em coletiva após o leilão de transmissão realizado nesta quinta-feira, 14 de novembro.Para o presidente da Comissão Especial de Licitações da Aneel, Ivo Nazareno, o indicador ainda não está definido, o que será colocado em discussão é a metodologia para o cálculo da RAP. "Se a percepção dos investidores quanto ao risco aumenta, o custo para o investimento aumenta também e a nova metodologia serve para capturar o que está acontecendo no mercado", acrescentou ele.O principal projeto que deverá ser considerado já sobre a nova metodologia a ser definida na Aneel é o bipolo para o escoamento da energia da UHE Belo Monte (11.233,1 MW - PA) e que deverá ser colocado em leilão em 7 de fevereiro. O investimento previsto pela agência reguladora é de R$ 5 bilhões.Os projetos licitados sob a metodologia aplicada neste ano apresentaram um deágio médio abaixo da média histórica deste tipo de certame. Enquanto o deságio médio histórico ficou na casa de 26%, este ano, o último ficou em cerca de 11% e no leilão realizado hoje na sede da BM&FBovespa, ficou em 7,5%.No primeiro leilão de transmissão do ano, o setor viu diversos lotes vazios, sem propostas, um fato que não ocorria há muito tempo no setor. Na disputa de hoje houve três na mesma situação. No início do ano, fontes ouvidas pela Agência CanalEnergia afirmaram que esse era o reflexo da pressão que o governo havia colocado sobre o custo do investimento, principalmente o Wacc.
Localização
(51) 3012-4169
aeceee@aeceee.org.br