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18/11/2013
Leilão A-1: Cemig acredita que preço será compatível com o previsto na revisão tarifária

Para Luiz Fernando Rolla, valor muito acima do previsto só vai acontecer se houver "descolamento de preços"Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Negócios e Empresas 14/11/2013 
O diretor de Finanças e de Relações com Investidores da Cemig, Luiz Fernando Rolla, afirmou nesta quinta-feira, 14 de novembro, que "a menos que haja um descolamento de preços", o valor da energia existente no leilão A-1 será compatível com as projeções de gastos com compra de energia embutidas na revisão da distribuidora em abril desse ano. "Eu creio que não vamos ter problema nenhum, porque já havíamos previsto a renovação desses contratos de suprimento quando fizemos a nossa revisão tarifária", explicou o executivo, durante teleconferência para analistas e investidores. O leilão A-1 é destinado à recomposição dos contratos de energia velha vencidos ou que vencerão em dezembro desse ano, com inicio de suprimento em janeiro de 2014. Ele prevê produtos de um ano de duração com preço máximo de R$192 por MWh; de um ano e meio a R$ 166 por MWh; e de três anos com teto de  R$ 150/MWh. Seu sucesso, segundo o mercado, vai depender da leitura que os geradores fizerem do comportamento do Preço de Liquidação das Diferença ao longo do ano.  "A expectativa, naturalmente, é que tenhamos um preço no curto prazo por volta de R$ 140 a R$150/MWh, mas isso é completamente repassado à tarifa, ou seja, vai para a CVA. Mas, de qualquer forma, a expectativa era deixar incluído na nossa tarifa de abril um valor bastante confortável, que nos permite avançar no resultado da nossa distribuidora" justificou, após a apresentação dos resultados financeiros da empresa no terceiro trimestre do ano. Rolla admitiu que a eventual substituição de contratos por um preço acima do esperado pode ter impactos sobre o capital de giro da Cemig Distribuição nos próximos cinco meses, mas destacou que esse diferença será coberta no reajuste tarifário de 2014.  Ele não confirmou cálculo feito por um dos analistas de que o acréscimo nas despesas pode chegar aos R$ 500 milhões, na hipótese de troca de contratos cotados em média a R$ 102/MWh por outros de R$ 192/MWh por 12 meses.  A distribuidora vai participar do certame para recompor "uma pequena exposição decorrente das mudanças da Medida Provisoria 579", que reduziu as tarifas de energia e estabeleceu as condições para a renovação antecipada das concessões de geração e transmissão. Os gastos com a exposição involuntária das concessionárias de distribuição descontratadas no mercado de curto prazo deixarão de ser cobertos pelo Tesouro com recursos da Conta de Desenvolvimento Energético em 2014, e só poderão ser recuperados nos reajustes tarifários anuais. O diretor da Cemig disse que existem em torno de R$ 200 milhões em componentes financeiros acumulados a serem repassados à tarifa da empresa. "Se continuar nesse patamar, deve chegar a algo em torno de R$ 300 milhões no ano que vem", acrescentou.  Leilão A-5 - Rolla não mostrou supresa ao comentar o preço-teto de R$ 102/MWh, definido pelo Ministerio de Minas e Energia para a ampliação da usina hidrelétrica de Santo Antônio. O empreendimento foi incluído no leilão de energia nova A-5, marcado para o próximo dia 13 de dezembro.  Em sua avaliação, o valor está dentro de um contexto de longo prazo de redução do custo da energia. "No curto prazo, esse preço é muito mais elevado. Em maio, já haviamos alertado o mercado de que em dois, três anos, o preço ia voltar para patamar muito próximo de R$ 110/MWh e esse preço reflete isso", disse. 

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