A Eletrobras está causando um novo curto circuito nas finanças das termelétricas fornecedoras da Amazonas Distribuidora deEnergia (AmE), controlada pela estatal. Depois de quitar uma parte da antiga dívida, voltou à velha rotina.Está atrasando o pagamento referente à compra de energia das térmicas Raesa, Manauara, Breitner e Gera. No próximo dia 30, a inadimplência completará três meses.Procurada, a Eletrobras garantiu que "os pagamentos estão sendo realizados de forma regular". Informou também que "constam no sistema de controle apenas os meses de outubro e novembro em processo de pagamento."Está feito o registro. No entanto, segundo uma fonte da Aneel, os atrasos remetem ao mês de setembro. O episódio coloca emrisco a própria saúde financeira das térmicas, uma vez que o contrato com a AmE tem peso expressivo na receita das quatro usinas.De acordo com a mesma fonte, o caso chegou a tal ponto que o comando da Aneel discute a possibilidade de intervenção nadistribuidora controlada pela Eletrobras por conta da recorrente falta de pagamento aos fornecedores de energia.As térmicas já requisitaram à Agência uma punição para a AmE, leia-se a proibição de que a empresa receba os valores relativos à Conta de Consumo de Combustíveis (CCC).Na prática, a própria inadimplência levará a esta situação. Caso se completem os 90 dias de atraso, a AmE, como qualquer outra empresa, poderá ter problemas com o seu CNPJ.Com isso, ficaria automaticamente impedida de contabilizar os recursos da CCC. Além disso, não poderia aplicar qualquer reajuste tarifário (Relatório Reservado, 18/11/13)
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