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19/11/2013
Leilão A-5 deverá ter apenas duas hidrelétricas

Presidente da EPE reconhece que há certo desconforto em não conseguir colocar mais hidrelétricas em disputa no certameMauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Planejamento e Expansão 18/11/2013 O segundo leilão A-5 deste ano, marcado para o dia 13 de dezembro, deverá contar com apenas duas novas hidrelétricas, a UHE São Manoel (MT/PA - 700 MW) e a UHE Itaocara (RJ/MG - 145 MW). A ideia inicial de ter cinco novas centrais, entre as 11 cadastradas, foi praticamente abandonada e o governo acredita que poderá ter apenas essas duas usinas. Além destas, na fonte hídrica, que terá a prioridade de contratação, estão previstas a ampliação da UHE Santo Antônio (RO - 418 MW) e a participação de Pequenas Centrais Hidrelétricas."Hoje tem duas usinas que tem alguma condição de ter a licença sendo que São Manoel ainda está em discussões e não está garantida. Além disso, temos Itacocara, que depende apenas da Declaração de Disponibilidade Hídrica, expedida pela Agência Nacional de Águas. São Manoel ainda depende justamente do parecer da Funai", afirmou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim.Tolmasquim lembrou ainda que o Brasil utiliza apenas um terço de seu potencial hídrico e, em sua avaliação, não termos hidrelétricas no leilão é uma coisa que cria certo desconforto. "Acho que deveríamos ter mais hidricas participando", acrescentou. Itaocara, continuou ele, está mais próximo de ir ao leilão do que a de São Manoel, em função da dificuldade da obtenção das licenças que ainda faltam.Para 2014, o governo deverá leiloar a UHE São Luiz do Tapajós (PA - 6.133 MW), que, na opinião de Tolmasquim, é um desafio grande por ser uma usina estruturante e que, por isso, possui dificuldades de realizar a licitação, que seria feita nos moldes como foram realizados os leilões das usinas do complexo do Madeira e de Belo Monte (PA - 11.233 MW).Além disso, os leilões previstos para 2014 poderão ser adiantados para o primeiro semestre. A meta, disse Tolmasquim, é dar mais prazo para os empreendedores implantarem os projetos, diferentemente do realizado este ano. Além de dois leilões de linhas de transmissão, fora o bipolo de Belo Monte, o governo trabalha com a hipótese de um A-3 e um A-5 e ainda não há a decisão por realizar um leilão de energia de reserva.

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