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19/11/2013
Eólica pode ter novo recorde de contratação em 2013, diz EPE

Fonte já vendeu 2,3GW neste ano, podendo ultrapassar a marca de 2,9GW de 2011Por Wagner Freire, de São Paulo (SP)Com a contratação de 876,6MW eólicos nesta segunda-feira (18/11), a fonte soma a marca de 2.367MW em parques contratados em 2013. No entanto, como há a previsão de mais um leilão de geração do tipo A-5, a eólica pode superar o excelente resultado de 2011, quando vendeu cerca de 2.900MW.“Tudo está se desenhando para este ser o ano da eólica”, afirmou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Mauricio Tolmasquim, durante coletiva com a imprensa em São Paulo. “Dependendo do resultado do A-5, esse ano a eólica vai quebrar seu recorde de contratação”, completou o executivo.“O leilão foi um sucesso. Estamos muito contentes”, disse Elbia Mello, presidente executiva da Associação Brasileira da Energia Eólica (Abeeólica), em entrevista ao Jornal da Energia.Segundo ela, a contratação de mais 876,6MW eólicos nesta segunda-feira não surpreendeu. “Sabíamos que iríamos vender uma quantidade grande. Mas de fato atendemos 100% da demanda”, comemorou.Sobre o preço médio final do leilão de R$124,43/MWh, Elbia explicou que o baixo deságio apresentado (1,25%) em relação ao preço inicial reflete o custo industrial do Brasil no ano de 2013, com exigências mais rigorosas na geração (P90) e na cadeia industrial de equipamentos eólicos (Finame). Além disso, os empreendedores precifiracaram o risco de conexão dos parques, classificados por Elbia como “altos”.“Estamos muito satisfeitos com o resultado obtido pela energia eólica nesse leilão. Os preços associados à quantidade contratada refletem a trajetória de custos da indústria e os riscos específicos aos leilões a serem realizados em 2013, que levam em consideração o P-90, novo FINAME, câmbio e, mais especificamente, quanto ao leilão A-3, os riscos de conexão associados ao prazo de construção”, destaca a executiva.O setor eólico tem carregado um histórico negativo de problemas no escoamento das usinas por causa do atraso na transmissão. Por isso, neste leilão o governo transferiu o risco da transmissão para o gerador. Como os parques precisam entregar energia em janeiro de 2016, por tanto, com dois anos para serem construídos, o setor precificou esse risco, o que minou neste certame o passado de grandes deságios.Para Tolmasquim, o preço foi justo e o mais importante é que toda a demanda futura por energia elétrica foi atendida, garantindo o abastecimento elétrico dos consumidores brasileiros.Em agosto, houve o Leilão de Energia de Reserva, onde as eólicas venderam 1,5GW em novos parques.

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