Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, de Mata de São João (BA), Mercado Livre 22/11/2013 O Preço de Liquidação das Diferenças, na média, deve voltar aos patamares anteriores a implantação da CvAR (Valor de Risco Condicionado) a partir de 2015, segundo analistas participantes do 5º Encontro Anual do Mercado Livre nesta sexta-feira, 22 de novembro. O valor do PLD deve ser parecido com o que seria se não houvesse a CvAR, porque a metodologia tem como caraterística o despacho prévio de térmicas para recuperação dos reservatórios.Alberto Sergio Kilgerman, gerente de metodologias e modelos energéticos do Operador Nacional do Sistema Elétrico, explicou que se está vivendo um período de transição de implantação da CvAR até o enchimento dos reservatórios. Mas ele alertou que o comportamento do preço vai depender da expansão da capacidade instalada, principalmente, de térmicas.João Carlos Mello, presidente da Thymos Energia, fez um trabalho de avaliação para projetar uma expectativa para o preço no ano que vem. Pelos cálculos do consultor, a possibilidade de ter um PLD acima dos R$ 200 por MWh é de 34% e de ser menor que R$ 100/MWh, de 41%. Bernardo Bezerra, gerente de projetos da PSR, chamou atenção para a característica da CvAR de se voltar, primordialmente, ao custo, não captando algumas características físicas do sistema, que são importantes para o Operador."O CvAR diminui a ocorrência de extremos: PLD muito elevado ou PLD muito baixo. Mas aumenta a volatilidade condicional. Aumenta o erro de despachar mais térmicas do que preciso. Havendo possibilidade de verter mais", observou. Ele lembrou que as hidrelétricas estão produzindo 4% menos e a vazão do Nordeste, no período seco, está sendo abaixo da média histórica desde 1992.Kligerman lembrou que existe uma resolução conjunta ANA/Aneel para o redimensionamento dos parâmetros técnicos das hidrelétricas, que não está sendo cumprida. Ele ressaltou ainda que o deplecionamento de Sobradinho não pode ser inferior a 1,3 mil metros cúbicos por segundo para manter o São Francisco por questão ambiental. Mas ele ressaltou que a afluência de dezembro será importante para se manter esse nível de vazão do rio.O ONS demonstrou uma preocupação maior com dados que não estão no modelo Newave, como o de assoreamento, que influenciam a produção das hidrelétricas. Para Bezerra, da PSR, pode ser necessário, após esse período de transição, uma revisão da metodologia de aversão ao risco para captar essas características mais físicas. A Superfície de Aversão ao Risco, desenvolvida pela própria PSR, pode ser uma solução já que ela leva em consideração esses fatores operativos.
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