O Grupo Eletrobras deu mais um passo adiante no processo de reestruturação de seu negócio de distribuição. A linha de crédito contratada junto à CEF irá reduzir significativamente o saldo devedor das seis distribuidoras da companhia com o encargo setorial RGR, apontado como um dos principais entraves para a venda parcial ou total desses ativos. O Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, apurou com uma fonte do mercado que acompanha de perto o processo que a dívida das distribuidoras com a RGR foi apontada como um dos riscos do negócio pelo consórcio contratado para modelar a reestruturação da atividade de distribuição da estatal federal, o banco Santander e o escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados. "As seis concessionárias tinham uma dívida de R$ 2 bilhões com a RGR", afirmou a fonte, que preferiu não ser identificada. A linha de crédito da Caixa para reestruturar e alongar a dívida da RGR vai reduzir esse passivo em até R$ 1,011 bilhão, valor máximo que três das seis distribuidoras do grupo poderão captar. Desse montante, a Amazonas Energia foi autorizada pelo Conselho de Administração da Eletrobras a captar até R$ 578,27 milhões, a Cepisa (PI), R$ 397,82 milhões, e a Eletroacre, R$ 35,76 milhões. As concessionárias Ceal (AL), Ceron (RO) e Boa Vista Energia (RR) não terão acesso aos recursos da Caixa. (O Estado de São Paulo- 25.11.2013)
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