Negociações ainda dependem de saída da Alupar do consórcio. Presidente da empresa garantiu presença na disputa da UHE São ManoelPedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Negócios e Empresas 27/11/2013 Ainda dependendo da concretização da saída da Alupar do consórcio vencedor da usina de Sinop (MT - 400 MW), a Eletrobras vê com satisfação o interesse da EDF e da Cemig em entrar no consórcio. De acordo com José da Costa Carvalho Neto, presidente da Eletrobras, outros players também já acenaram para a usina, mas essas são as que tem demonstrado real interesse em participar da hidrelétrica. Ele lembrou ainda que a Eletrobrás já possui projetos em conjunto coma Cemig, como a UHE Belo Monte (PA - 11.233 MMW). "Já teve gente procurando, mas o que a gente tem visto com mais interesse é a EDF e a Cemig em conjunto", afirma. Carvalho Neto participou nesta quarta-feira, 27 de novembro, de reunião de altos executivos do Cier realizada no Rio de Janeiro (RJ). Na última semana, a EDF reafirmou o interesse em fazer parte do consórcio da usina.O executivo também garantiu a participação da empresa no leilão A-5, disputando a UHE São Manoel (MT - 700 MW), que será realizado no próximo mês, ainda faltando definir o modelo de disputa, de maneira que uma empresa do grupo não dispute contra a outra.Sobre a vitória expressiva obtida pela empresa nos dois últimos leilões com usinas eólicas, Carvalho Neto disse que foi uma estratégia articulada da holding. Orgulhoso do desempenho, ele ressalta o êxito das experiências da empresa na fonte, que levou ao sucesso no certame. "Somos os maiores geradores de energia hidrelétrica e brevemente seremos os maiores geradores de energia eólica do Brasil e talvez um dos maiores do mundo", observa.Com cerca de R$ 26 bilhões a receber por indenizações da lei 12.783 que serão revertidos para investimentos, ele aponta a energia solar como a fonte a ser explorada no futuro. Com um projeto de reestruturação em andamento, os investimentos para recomposição de receita serão recompostos não só pelos projetos eólicos, mas também pelos hidrelétricos e na transmissão de energia. "Se considerar que R$ 1 viabiliza R$ 3 em investimentos, serão quase R$80 bilhões. Estamos aproveitando as indenizações para uma expansão sustentável", admite.Com participações acionárias em distribuidoras como a CEEE (RS), Celesc (SC) e Celpa (PA), o presidente do grupo Eletrobras pretende maximizar esses resultados, com uma redefinição da atuação no plano estratégico da empresa. "Queremos uma otimização dos resultados, ainda que possam ser feitas modificações de postura operacional", conclui.
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