Notícias do setor
12/04/2013
Medida visa reduzir a dependência de térmicas a derivados de petróleo usadas para segurança energética

Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de Recife (PE)*, Planejamento e Expansão
11/04/2013
O governo brasileiro está próximo de recolocar a geração térmica a carvão na base da matriz elétrica brasileira. Segundo o secretário de Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, a decisão ainda não foi tomada, mas a tendência é de que essas centrais possam ser habilitadas ao próximo leilão A-5 a ser realizado no segundo semestre deste ano.
Segundo o executivo, essa movimentação das autoridades vem na esteira dos problemas de regulação dos reservatórios em função do período hidrológico. "O Brasil precisa da térmica na base, precisamos entender que essa geração térmica a carvão e a gás é de baixo custo do combustível, o CVU é baixo", enfatizou ele à Agência CanalEnergia. "Não estamos preconizando que usaremos as termelétricas a derivados de petróleo para atuar na base e que operam neste momento por questões de segurança energética. Esse tipo de térmica não é a base que sirva para o sistema elétrico brasileiro", afirmou ele depois de participar de evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco nesta quinta-feira, 11 de abril, em Recife.
Aliás, nesse sentido, o executivo disso que o país não possui a necessidade de aumentar o número de termelétricas para complementar o sistema elétrico, tanto que novos empreendimentos movidos a derivados de petróleo estão descartados no futuro.
Para o representante do MME, apesar de a legislação ambiental priorizar as fontes renováveis de geração de energia, o entendimento é que o carvão mineral não está proibido. Para ele, a conjuntura entre a necessidade de geração térmcia de base no sistema elétrico brasileiro, o reforço de geração na região Sul - que depende dos períodos hidrológicos dos rios Iguaçu e Uruguai e do suprimento vindo do Sudeste -, leva à opção por colocar a eólica e carvão mineral, fontes abundantes na área, além de apresentarem baixo custo de geração.
Além disso, destacou ele, as térmicas a carvão possuem a LI emitida, fato que reduz o tempo para sua instalação, bem como a tecnologia é mais evoluída com usinas mais eficientes e menos emissões.
*Enviado especial

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