23 de abril de 2013 | 13h 25
AE - Agência Estado
O novo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decretou nesta terça-feira emergência no setor elétrico do país, afetado há meses por frequentes apagões e racionamentos. A medida ficará em vigor por 90 dias.
Com a declaração da emergência, a estatal Sociedad Mercantil Corporación Eléctrica Nacional (Corpoelec) "poderá celebrar acordos com fornecedores independentes, nacionais ou estrangeiros, para a contratação e execução de obras e aquisição de bens e serviço", diz o texto do decreto, publicado na edição de hoje do Diário Oficial venezuelano.
Esta não é a primeira vez que a Venezuela declara emergência no setor elétrico. Em 2010, o governo decretou 90 dias de emergência para comprar equipamentos. Na ocasião, a medida foi estendida por mais 60 dias.
A norma já está em vigor e o presidente disse que é urgente e indispensável adotar medidas extraordinárias e que há fatores que causam a desestabilização do setor.
O país, nos últimos anos, enfrenta momentos de racionamento. O decreto menciona ainda o crescimento da demanda energética em decorrência das conquistas econômicas da população. A decisão cita ainda a necessidade de alerta das Forças Armadas em caso de suspeita de “atos de vandalismo”.
A Corpoelec foi criada pelo governo do falecido presidente Hugo Chávez depois da estatização do setor elétrico. Apesar dos bilhões de dólares investidos na última década, apagões ainda são frequentes no país sul-americano rico em petróleo. As informações são da Associated Press.
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