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30/04/2013
Exigências para os próximos leilões elevam custos dos projetos, avalia ABEEólica

No leilão de Reserva só poderão participar parques que tenham possibilidade de se conectar à linhas de transmissão existentes e que garantam geração de, no mínimo, 90% da garantia física.
A exigências estipuladas pelo governo para o próximo leilão de Reserva, marcado pelo Ministério de Minas e Energia para o dia 23 de agosto, e que possivelmente estarão presente no A-3, aumentam os custos dos projetos eólicos, na avaliação da presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica, Élbia Melo. Segundo ela, já era esperado que o governo fixasse o P90 e também que só permitisse a participação de projetos com conexão existente, mas as determinações tem um custo que será imbutido no preço da energia.
"Todos os projetos são viáveis a P90, o problema é o custo, porque é preciso mais máquinas para atender a mesma garantia física que você está vendendo e isso acaba deixando o projeto mais caro. Isso foi dito para o governo, mas eles preferem pagar um pouco mais pela segurança", contou a executiva à Agência CanalEnergia. A ABEEólica havia proposto que fosse adotado o P75, o que não foi acatado justamente por ser um leilão de reserva, onde a segurança é fundamental.
Segundo Élbia, o próprio Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, disse que o preço-teto vai contemplar esse aumento de custo. "A gente tem três fatores de elevação de custo nesse leilão: o fato de só ter projetos com conexão existente competindo, a estipulação do P90 e o novo Finame", enumerou a presidente. Esse será o primeiro leilão em que os projetos eólicos levarão em consideração as novas regras do Finame - linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social -, que passou a exigir mais dos fabricantes de equipamentos que quiserem fazer parte da linha.
Além disso, a exigência de conexão existente irá reduzir a competição. Segundo Élbia existem entre 2 GW e 3 GW de parque com ICG que poderão participar do certame. "Com isso, a competição vai ser bem menor. Mas mesmo com esses fatores de aumento de custo, a eólica continua sendo a segunda fonte mais competitiva", declarou.
Tolmasquim, da EPE, já adiantou que as eólicas participarão dos leilões de Reserva e A-3, mas que ficarão de fora do A-5, que dará espaço para as hidrelétricas e térmicas. No entanto, a ABEEólica ainda quer discutir com o governo a participação no certame. "Temos 20 GW de projetos em carteira a preços competitivos. A eólica está gerando bem, está contribuindo com o sistema e a gente tem uma capacidade de entrar muito rápida, então a gente ainda quer discutir nossa participação no A-5", comentou (CanalEnergia, 26/4/13)

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