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30/04/2013
Eólicas perderão competitividade, diz Bioenergy

Nova regra para garantia e preços mais altos no mercado nacional são campanha para encarecer eólica, avalia Sérgio Marques.
O presidente da Bioenergy, Sérgio Marques, afirmou que o critério P90 para o cálculo da garantia de geração das eólicas elevará os preços da tarifa nos leilões deste ano. Segundo ele, o estabelecimento dessa regra poderá levar a um alongamento do retorno do investimento, a necessidade de maior aporte de equity por parte dos investidores e que a conjunção desses fatores recai sobre a perda da competitividade da fonte, que para compensar o investimento apresentará aumento do preço.
Em sua avaliação há um movimento no governo federal que tem como meta encarecer a tarifa da energia eólica. Além do P90, ele citou a alteração da regra do Finame do BNDES e que impõe a nacionalização dos equipamentos.
Marques citou o caso da fornecedora de equipamentos, a General Electric, para os dois parques que a empresa opera, o de Miassaba e de Aratuá, ambos no Rio Grande do Norte. A companhia norte-americana, disse ele, compra torres importadas e nacionais, Ambas são feitas com o aço fabricado pela Usiminas. No caso da torre nacional o preço é de 20% a 30% mais caro do que a comprada da China e que usa o mesmo aço da empresa brasileira.
"Esse aço sai do Brasil de navio, vai para a China onde fazem um beneficiamento básico e volta também de navio e ainda muito mais barato que a torre nacional", afirmou. "A Usiminas faz para o mercado internacional preço muito mais baixo porque há concorrência com siderúrigcas chinesas, coreanas e outras e, no Brasil, como está sozinha nesse tipo de negócio, aplica o preço que quer", criticou o executivo.
A nova regra de cálculo foi classificada por Marques como um verdadeiro estelionato. Ele defende a posição de que o P50 é ideal para os parques ao citar o fator de capaciade das usinas que opera no nordeste do país. Uma questão que espera ser respondida é o que fazer com o excedente da energia que será gerada. Ele cobra uma regra que possa remunerar o investidor que gerar acima da capacidade, por meio de incentivos. "Esse geração a mais deve ser precificada de alguma forma", acrescentou (CanalEnergia, 26/4/13

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