O presidente da EPE avalia que o preço-teto do certame, principalmente o do contrato de um ano, é atrativo para os geradoresSueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Negócios e Empresas 02/12/2013 O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, acredita que pelo menos parte da demanda por energia existente será suprida no leilão A-1 do próximo dia 17. "O pessoal vai preferir ter a certeza do contrato a ter a incerteza de ficar no mercado spot", avaliou Tolmasquim nesta segunda-feira, 2 de dezembro, após participar da cerimônia de assinatura do contrato de exploração de petróleo e gás do campo de Libra, no Palácio do Planalto. O certame vai ofertar energia existente de contratos que já venceram ou estão para vencer, com entrega a partir de 1º de janeiro de 2014. A expectativa do presidente da EPE é de que vai ter oferta porque os preços-teto do leilão são atrativos. Ele cita especialmente o do contrato de 12 meses, cotado ao preço máximo de R$ 192 por MWh. "Para a empresa é muito melhor ter isso, que é uma receita garantida para o ano, do que ficar arriscando no mercado spot, [porque] se vier no ano uma boa chuva, os preços despencam", disse. Além do contrato de um ano, estão previstos contratos de um ano e meio, com preço teto de R$ 166/MWh, e de três anos, com teto de R$ 150/MWh. O prazo para envio da declaração de necessidade de compra de energia pelas distribuidoras ao Ministério de Minas e Energia encerrou no último dia 18 de novembro. A demanda por essa energia não pode ser divulgada antes do leilão, mas a estimativa das empresas é de que a energia velha descontratada seja superior a 6 mil MW médios - 2,3 mil MW médios desde dezembro do ano passado e outros 4 mil MW médios de contratos com vencimento em dezembro desse ano. A oferta vai depender, porém, das expectativas dos geradores em relação ao comportamento do Preço de Liquidação das Diferenças, usado nas transações do mercado de curto prazo.
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