Sindicato enxugou pauta de reivindicações, que agora conta com sete itens, e entregará à empresa para tentar reabrir negociaçõesPor Maria DominguesA greve dos trabalhadores da Cemig completou uma semana nesta segunda-feira (02/12), sem nenhuma perspectiva para o fim. Ainda não há nenhuma rodada de negociações agendada, mas o Sindieletro-MG, que representa 85% dos funcionários, deverá entregar nos próximos dias uma versão mais enxuta da pauta de reivindicações à companhia mineira, com o objetivo de retomar as conversas.De acordo com Jair Gomes Pereira Filho, diretor do Sindieletro-MG, a pauta conta agora com sete itens. Em dois deles, o sindicato reduziu suas pretensões: aumento real e participação nos lucros e resultados (PLR). Antes, o pleito era de 10% de ganho salarial efetivo, percentual reduzido para 5%, e a meta para a PLR passou de R$30 mil para R$25 mil, paga de forma linear, ou seja, o mesmo valor para todos os colaboradores, independente do nível hierárquico.Outro item incluído na pauta foi o pedido de cancelamento de demissões feitas pela empresa após o início da greve, que atingiu trabalhadores aposentados e aposentáveis. De acordo com Pereira Filho, de 120 a 140 trabalhadores nestas condições teriam sido desligados. Procurada pelo Jornal da Energia, a Cemig afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que são cerca de 80 demissões, que atingiram compulsoriamente os trabalhadores aposentáveis, conforme as regras impostas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da Forluz (fundo de pensão dos trabalhadores da companhia). Completam a lista de pedidos o não desconto de dias parados, concurso público para o preenchimento de 2 mil vagas - sendo 1 mil só para a função de eletricista, seleção interna anual e irrestrita, além do pacto pela saúde e segurança, considerada a grande bandeira do movimento. Dados do sindicato apontam 114 mortes de trabalhadores desde 1999 (uma a cada 45 dias). Só neste ano, foram cinco óbitos relacionados à atividade e quatro acidentes graves, que resultaram em mutilações.O sindicalista afirmou que nesta terça-feira (03/12) acontecerá um ato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, com o objetivo de atrair a atenção e o apoio dos deputados para o movimento, além de sensibilizar o governo estadual.
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