Apesar do recuo o valor apurado é de R$ 551 milhões, volume é 40% maior que o de 2010Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Recursos Humanos 02/12/2013 O custo estimado com acidentes de trabalho no setor elétrico recuou 20% segundo apurado pela Fundação Coge. Ainda assim, o valor é considerado alto, foram perdas de R$ 551 milhões para as ocorrências em 2012, ante os R$ 688 milhões no ano anterior. Esses dados foram apresentados durante a premiação Medalha Eloy Chaves, entregue na quinta-feira, 28 de novembro, à noite para as empresas com os melhores indicadores de segurança do trabalho e saúde.Apesar da queda na comparação entre os dois anos, houve uma evolução forte nessas ocorrências desde 2001. Onze anos atrás o valor estimado de perdas era de R$ 184 milhões. Até mesmo na comparação com 2010 o custo de 2012 está elevado, nessa base de comparação é quase 45% maior.De acordo com o levantamento neste ano foram avaliadas 81 companhias do setor e mais de 3 mil contratadas. No primeiro grupo houve uma redução de 7,5% na incidência de acidentes e redução de 50% na ocorrência de mortes. No segundo grupo, esse número apresentou queda de 15% em acidentes. Contudo, em números absolutos, as empresas concessionárias somaram 696 ocorrências com afastamento enquanto as terceirizadas apresentaram mais de 1,2 mil acidentes.Um destaque negativo apontado pela fundação é a taxa de frequência de acidentes nas contratadas, 60% mais elevado do que nas concessionárias. Mesmo nesse segundo grupo, quando comparados aos números do setor elétrico norte-americano e europeu, o Brasil ainda está muito atrás.Apesar disso, o presidente executivo da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica, Alexei Vivan, destacou que é possível ter contratadas e aliar segurança no trabalho desde que os procedimentos sejam cumpridos. No prêmio entregue só participaram companhias sem o registro de ocorrências de mortes entre seus colaboradores, tanto diretos ou de terceirizadas.
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