Valor apurado pelo banco, de janeiro a outubro, foi de R$13,5 bilhõesDa redaçãoO Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou R$ 146,8 bilhões entre os meses de janeiro e outubro deste ano, com alta de 35% na comparação com mesmo período do ano passado. Para empreendimentos de energia, no mesmo período, o valor foi de R$13,5 bilhões, representando um crescimento de 14%. Nos últimos 12 meses, o banco liberou R$20,5 bilhões para o setor, uma alta de 19%.De forma geral, todos os setores apoiados pelo banco registraram desempenho positivo nos primeiros dez meses de 2013, com expansão de 31% nos desembolsos à infraestrutura (R$ 47,3 bilhões), de 19% para a indústria (R$ 44,7 bilhões) e de 52% para comércio e serviços (R$ 40 bilhões). O maior crescimento relativo foi para a agropecuária, com liberações de R$ 14,8 bilhões, 73% maiores que as registradas entre janeiro e outubro do ano passado.As aprovações, de R$ 167,7 bilhões, cresceram 7% nos dez primeiros meses do ano, enquanto as consultas, no total de R$ 222,5 bilhões, caíram 11% no período. O recuo deve-se à alta base de comparação, uma vez que, no segundo semestre do ano passado, houve forte concentração de projetos no BNDES, sobretudo com o Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal (PROINVESTE), de R$ 20 bilhões. Também haviam dado entrada no Banco, grandes investimentos ligados aos setores de petróleo e gás, energia elétrica e aeroportos, entre outros.A produção de bens de capital vem liderando o desempenho da indústria. O comportamento se refletiu nos resultados da linha BNDES Finame, que registrou financiamentos recordes à aquisição de máquinas e equipamentos, com liberações totais de R$ 57,7 bilhões nos primeiros dez meses deste ano. No período, foram realizadas 216 mil operações no âmbito da Finame.Os desembolsos para o segmento “equipamentos de transporte” (que inclui ônibus, caminhões e aeronaves) somaram R$ 29,2 bilhões no período, com alta de 57%; e para o setor “equipamentos não-transporte” (máquinas-ferramentas, calderaria etc), as liberações da Finame acumularam R$ 17 bilhões, com expansão de 86,2%.
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