A expectativa de desembolsos menores do BNDES a partir do ano que vem - que faz parte de um ajuste maior pelo qual o banco deve passar, com prioridade para infraestrutura e redução de programas com juros subsidiados - é bem vista por especialistas ouvidos peloValor, mas pode impactar o mercado de crédito e o investimento produtivo nos primeiros dois ou três anos, pelo menos até que o setor privado e as empresas se adaptem à nova dinâmica. Para os especialistas, a redução do tamanho do BNDES, que este ano deve liberar volume recorde de R$ 190 bilhões, é necessária, e deve ajudar o governo a reduzir sua dívida pública, avaliada em 60% do PIB nacional, enquanto a média observada nos países emergentes é de 35% do PIB. Outro benefício será dar espaço à iniciativa privada e ao mercado de capitais, para que assumam parte da demanda por crédito que hoje é atendida pelo banco de fomento. No ano passado, segundo o próprio BNDES, a participação dos desembolsos do banco na FBCF foi de 12,4%. O número exclui operações com capital de giro, exportação e mercado de capitais. (Valor Econômico – 09.12.2013)
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