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12/12/2013
Zimmermann: subsídios para novas fontes devem ser tratados com cautela

Para secretário, Governos não podem deixar as fontes viciarem em subsídios

Por Adriana Maciel, de Brasília

O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann, afirmou nesta quarta-feira (11/12), durante o lançamento do estudo anual “World Energy Outlook 2013” da Agência Internacional de Energia (AIE), que os subsídios para novas fontes devem ser tratados com cautela. “Uma fonte nova no mercado precisa que o Estado dê algum tipo de subsidio. Mas, ao mesmo tempo que ele dá, ele saiba como tirar”, afirmou o secretário.

De acordo com Zimmermann, quando o Brasil decidiu investir na fonte de geração eólica, criou o Proinfa para subsidiar as usinas. Todavia, quando a fonte já estava com um preço adequado e inserida completamente nos leilões, o Governo optou por encerrar o programa. “O Brasil vai fazer politica para ela (eólica)? Não, ela vai ter que fazer politica para ela mesma. O Brasil não vai criar cotas para eólicas. Acho que os governos não podem deixar as fontes viciarem em subsídios”, ressaltou durante a explicação sobre a inserção de novas fontes na matriz energética do país.

A publicação, que pela primeira vez traz um estudo voltado especificamente para o setor energético brasileiro, apresenta quatro capítulos dedicados a examinar com profundidade o setor no Brasil e suas perspectivas. Na abertura do evento no MME em Brasília, Márcio Zimmermann, afirmou que devido seu crescimento, o Brasil tem se destacado no cenário energético mundial. Ainda de acordo com o secretário, esse avanço gerou interesse da AIE em convidar, não só o Brasil, mas os outros quatro países dos BRICS – Rússia, China, Índia e África do Sul, que de acordo com as pesquisas, terão significativo aumento da demanda de energia até 2035, para se envolverem na Agência, mesmo ainda não fazendo parte oficialmente como membros.

“O Brasil tem desafios de dobrar a geração de energia elétrica nos próximos 15 anos. Segundo a própria Agencia, o país vai virar o 6º maior exportador de Petróleo do mundo. Então aquele país líder em matriz renovável, passa a ser agora também um dos grandes países produtores de petróleo pelas projeções da AIE nas próximas décadas”, ressaltou o Zimmermann.

A diretora executiva da AIE, Maria van der Hoeven, fez uma apresentação sobre a publicação e afirmou que segundo as perspectivas da Agência, o Brasil representará mais da metade do crescimento da demanda por energia na América Latina; sendo que dentre os países do BRICS, ficará apenas atrás da Índia. A diretora também ressaltou em sua apresentação, o mercado brasileiro de petróleo e gás não-convencional, chegando a ressaltar que “enquanto vários países aumentam a importação de Petróleo e Gás não-convencional, o Brasil e os Estados Unidos estão indo em direção opostas”.

A executiva destacou ainda ter ficado impressionada com a usina de Itaipu, principalmente pela integração entre a gestão hidráulica e energética. Além disso, falou sobre como produzir uma energia sustentável, por meio de integração de mercados internacionais. “Os governos podem diminuir os impactos do alto custo da energia por meio de uma energia eficiente e competitiva, e mercados interconectados”, finalizou Hoeven.

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