Segundo Nivalde de Castro, que classifica a situação das concessionárias como gravíssima, solução foi usada no ano passado e deu certoCarolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Regulação e Política 27/01/2014 O Grupo de Estudos do Setor Elétrico define como gravíssimo o problema das distribuidoras, que estão com cerca de 3,3 GW médios de exposição involuntária e ainda precisam arcar com os custos da geração térmica até que sejam repassados para a tarifa do consumidor. Com um Preço de Liquidação de Diferenças em torno de R$ 480/MWh, a situação pode levar as distribuidoras a um sério problema de caixa. Mas, o coordenador do Gesel/UFRJ, Nivalde de Castro, acredita que o governo dará uma solução às concessionárias e que muito possivelmente o Tesouro Nacional fará novos aportes nessas empresas, a exemplo do que ocorreu no ano passado."Na nossa avaliação essa solução vai ser dada para as distribuidoras. Essa solução vem porque a gente está em um ano eleitoral e já teve no ano passado a experiência bem sucedida de aportes do Tesouro Nacional. Para esse ano, o Tesouro já reservou R$ 9 bilhões para o setor elétrico como um todo", declarou Castro à Agência CanalEnergia. Segundo ele, não é possível dar uma resposta às distribuidoras no curto prazo via reajuste tarifário."Só se fosse um reajuste extraordinário, mas não acho que isso vai ocorrer. A solução deve vir mesmo pelo Tesouro Nacional", comenta. Para ele, esse seria o melhor caminho para se evitar a inflação e, consequentemente, manter as metas do governo. "Essa solução deve ser adotada rapidamente porque no dia 15 de fevereiro as distribuidoras tem que aportar um caminhão de dinheiro", advertiu Castro.O presidente da Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica, Nelson Fonseca, já havia dito à Agência CanalEnergia que estava buscando uma solução junto ao governo para o problema da exposição involuntária e aumento da geração térmica. De acordo com ele, os aportes da Conta de Desenvolvimento Energético no ano passado foram fundamentais para o equilíbrio econômico-financeiro das distribuidoras. Em 2013, foram repassados R$ 9,6 bilhões. Sem esse aporte, na visão de Fonseca, o plano de investimentos das concessionárias e a adimplência setorial estariam comprometidos.
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