Notícias do setor
04/02/2014
Mais subsídio para a energia

Correio Braziliense - 04/02/2014 Para evitar aumento da conta de energia dos brasileiros, o governo federal deve ampliar o volume de subsídios. A previsão inicial — a ser revisada — é de que o Tesouro Nacional banque R$ 9 bilhões dessa fatura em 2014 por meio de aportes na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), uma espécie de fundo criado para compensar a alta de custos das operadoras do sistema e evitar repasses aos consumidores.Impedir um aumento das tarifas é importante para manter a promessa da presidente Dilma Rousseff feita, que, em 6 de setembro de 2012, às vésperas das eleições municipais, disse que baixaria o custo da energia.O crescimento do uso de termelétricas e o baixo nível de reservatórios nas hidrelétricas têm encarecido a distribuição. Agora, técnicos trabalham com a hipótese de uma intervenção financeira maior que o previsto.Na semana passada, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica informou que o fornecimento a curto prazo bateu recorde ao chegar a R$ 822,83 por megawatt-hora (MWh). O preço só não ultrapassou essa cifra porque atingiu o limite estabelecido para 2014. A instituição explicou ainda que o valor foi pressionado pelo acionamento de termelétricas e do patamar de consumo, que permanece robusto.O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou ontem que o uso de termelétricas tem onerado o setor e que pode ser necessário um aporte superior a R$ 9 bilhões para evitar o aumento da tarifa para os consumidores. Durante a cerimônia de posse dos novos ministros , no Palácio do Planalto, ele disse que o valor está sob análise. "O Tesouro estuda isso, nós do Ministério também estudamos, o Gabinete Civil também se dedica a isso, e encontraremos a melhor solução possível", afirmou.Lobão tentou, porém, minimizar a situação. "Não enxergamos nenhum risco de desabastecimento de energia, e o governo está trabalhando para que (o nível dos reservatórios) seja elevado", disse. "A situação, hoje, é melhor do que foi no ano passado. Estamos com mais de 40% nos principais reservatórios", estimou o ministro. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo ainda não decidiu qual será o aporte do Tesouro à CDE neste mês, mas ressaltou que estão previstos para o ano todo R$ 9 bilhões.Especialistas ponderam que os custos elevados das concessionárias, a curto prazo, tendem a se manter neste ano caso as térmicas continuem a funcionar. As distribuidoras têm um deficit médio de energia de aproximadamente 3,5 mil megawatts (MW), volume que deve vir de fontes mais onerosas.» Cemig tem rating revisadoA agência de classificação de risco Moody"s colocou ontem os ratings da estatal mineira de energia Cemig e de suas controladas Cemig-D e Cemig-GT em revisão para um possível rebaixamento, citando a deterioração das métricas de crédito como motivo. Atualmente, a Cemig tem rating em escala global "Ba1" pela Moody"s, enquanto a Cemig Distribuição e a Cemig Geração e Transmissão têm nota "Baa3". "Nós também estimamos que a Cemig D, assim como outras companhias de distribuição no Brasil, pode enfrentar significativa pressão na liquidez em 2014, diante de maiores custos relacionados à compra de energia térmica", acrescentou a Moody"s.

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