Ministro descartou risco de desabastecimento de energia no sistemaSueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Negócios e Empresas 03/02/2014 O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou nesta segunda-feira, 3 de fevereiro, que o governo estuda manter o repasse de recursos do Tesouro Nacional para as distribuidoras, como forma de reduzir os impactos do aumento no custo da energia para o consumidor. "Poderemos pensar numa solução semelhante a esta. É o que estamos estudando. O fato é que a repercussão, primeiro, não será imediata. Segundo, se houver, será mínima", explicou o ministro, após participar da cerimônia de posse dos novos ministros da Casa Civil, da Educação, da Saúde e de Comunicação Social, no Palácio do Planalto.Lobão garantiu que não há risco de desabastecimento de energia, em razão da escassez de chuvas nesse início de ano, e avaliou que a situação hoje é muito melhor do que no ano passado. "Nós estamos com mais de 40% nos principais reservatórios. Então, não enxergamos nenhum risco de desabastecimento de energia. Nenhum risco, risco zero", destacou.Segundo o ministro, as usinas termelétricas têm sido acionadas para garantir a segurança do abastecimento de energia e também dos reservatórios. "Poderíamos estar operando hoje sem despachar térmicas, mas, com isso, nós comprometeriamos um pouco a segurança dos reservatorios. Simplesmente por isso", justificou.Sobre o possível repasse de recursos às empresas, por meio da Conta de Desenvolvimento Energético, o ministro lembrou que essa solução já foi adotada no ano passado, quando a CDE cobriu R$ 9,6 bilhões em custos adicionais do segmento de distribuição para garantir a redução na tarifa de eneriga. Esse valor será pago a partir desse ano pelo consumidor, por uma periodo de cinco anos.Para 2014, o impacto das despesas com a exposição das distribuidoras com a compra de energia no mercado de curto prazo e o alto custo da geração termelétrica tende a ser ainda maior que em 2013. O regime hidrologico ruim fez com Preço de Liquidação das Diferenças alcançasse esta semana o teto de R$ 822,83/MWh.
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