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04/02/2014
Partidos ameaçam obstruir votação de MP que destina R$60 milhões à Bolívia

Medida chegou a ser debatida em dezembro, mas não foi votadaDa redação, com informações da Agência Câmara
O Plenário da Câmara dos Deputados começará os trabalhos na próxima terça-feira (04/02) com a MP 625/13 trancando a pauta. A medida destina R$60 milhões para recuperar equipamentos de geração de energia elétrica a serem cedidos à Bolívia, e chegou a ser debatida no dia 11 de dezembro, mas não foi votada.Líderes de seis partidos da base – PDT, PR, PSC, PCdoB, PTB e PRB – ameaçaram obstruir a votação por se sentirem desprestigiados pelo governo. Eles não participaram de uma reunião, no final do ano passado, com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, quando foi discutido o orçamento impositivo (execução obrigatória) para emendas parlamentares individuais.Além disso, a MP enfrenta resistências da oposição. Deputados do PSDB e do DEM são contra o texto, por considerar que os R$ 60 milhões deveriam ser investidos na infraestrutura do País, e não na Bolívia.

Usina argentina de Rio Turbio prestes a se tornar um “papelão energético” A usina a carvão de Río Turbio, desenhada para aproveitar o carvão da mina de Santa Cruz, carrega um estranho estigma. A decisão de incorporar a tecnologia mais moderna – para que haja menor contaminação possível – e a falta de planejamento para resolver os desafios de operação e logística acabam por torná-la grande “papelão energético”. A usina de 240 megawatts foi concedida em 2007 a um consórcio liderado pela empresa espanhola Isolux, que subcontratou a provisão das turbinas à alemã Siemens, as caldeiras à americana Foster Wheeler e as obras civis a uma dezena de empresas locais. Para reduzir os questionamentos ambientais, a administração kirchnerista decidiu construir a usina térmica com a tecnologia de “combustão em leito fluidizado”, que permite uma utilização mais eficiente e limpa do carvão. Inicialmente, a usina seria inaugurada em 2011, mas diversas reprogramações das obras culminaram na finalização dos trabalhos nos últimos meses de 2013. O principal problema enfrentado pela empresa estatal YCRT é que não possui a produção ou abastecimento dos componentes essenciais para o funcionamento de forma assegurada. Para gerar energia, a usina deve ser alimentada com uma mistura de 70% de carvão e 20% de cal. No entanto, a YCRT só consegue produzir o equivalente a menos de dois meses da demanda de carvão. A usina ainda deve ser abastecida com gás natural, embora não esteja resolvido de onde sairá o combustível. (Clarín – 03.02.2014) 

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