No início do ano, o modelo computacional adotado pelo ONS considerou as chuvas do mês de dezembro. Naquele mês, o volume de chuvas no Nordeste, por exemplo, superou a média histórica para dezembro. Esse dado positivo foi incluído na projeção para os meses seguintes. Com isso, a previsão do ONS era que chovesse em janeiro 20% acima da média para o Nordeste. Da mesma forma, a previsão do ONS para fevereiro traça um cenário muito pessimista. O modelo considerou o desempenho das chuvas em janeiro e a previsão para os meses seguintes com perspectiva de poucas chuvas. "O modelo não leva em consideração que a situação pode melhorar. Ele considera janeiro, que foi muito ruim, e mais alguns meses para a frente, com a perspectiva ruim", afirma Paulo Toledo, sócio-diretor da comercializadora Ecom Energia. Segundo ele, a situação não deve mudar até 15 de fevereiro. "Isso é bem preocupante, porque janeiro e fevereiro seriam dois meses de franco crescimento do nível dos reservatórios", disse o executivo, lembrando que o sistema está em pleno período úmido, quando historicamente o volume de chuvas é mais acentuado. "A situação está muito parecida com a do ano passado. Mas este ano está mais quente. O consumo de energia está maior", afirmou. (Valor Online – 04.02.2014)
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