Walter Fróes, da CMU Comercializadora, aponta que exposição das distribuidoras causa maior preocupaçãoCarolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção 05/02/2014 O coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da UFRJ, Nivalde de Castro, descartou que haja qualquer risco de racionamento nesse momento no setor elétrico, mesmo com os reservatórios operando em níveis baixos. Segundo ele, o país ainda pode contar com muitas térmicas que não estão em operação. Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico referentes a última terça-feira, 4 de fevereiro, mostram que foram chamados a despachar 13.804 MW médios de térmicas convencionais e que foi verificado um despacho efetivo de 13.156 MW médios, representando 17,64% de toda a energia demandada pelo Sistema Interligado Nacional."O sistema elétrico brasileiro tem condições de aguentar e passar por esse momento", analisou Castro em entrevista à Agência CanalEnergia. Segundo ele, o planejamento vem sendo realizado no setor elétrico, assim como os investimentos necessários. "Do ponto de vista do setor elétrico não temos problema. A gente vê com preocupação a questão econômica. Essa que tem que ser equacionada", disse. Ele lembrou que as distribuidoras podem enfrentar problemas de caixa, devido a exposição involuntária em torno de 3,5 GW e o impacto financeiro para essas concessionárias pode chegar a R$ 15 bilhões esse ano, segundo cálculos da Abradee.A opinião é compartilhada pelo presidente da CMU Comercializadora, Walter Fróes. "Não teremos problemas de abastecimento. O problema sério que vamos enfrentar é o custo altíssimo para as distribuidoras em função da exposição involuntária", comentou. "Essa conta um dia vai chegar ou para o consumidor ou para o contribuinte", alertou Fróes.Para Castro, do Gesel, é preciso revisar a fórmula de cálculo do Preço de Liquidação de Diferenças, pois o valor atual, de R$ 822,83/MWh não representa o custo médio da energia que está sendo gerada no Brasil. "Quem está pagando esse valor? Pouquíssima gente, porque quem tem contrato não está. Então é preciso ser feita uma revisão sob a ótica econômica e não energética, porque o PLD está sendo calculado com base em questões elétricas", declarou.
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