Picos de demanda aconteceram entre 14h39 e 15h30; Subsistemas Sul e Sudeste/Centro-Oeste também registraram seis quebras de marcas cadaPor Maria DominguesO Operador Nacional do Sistema (ONS) já registrou seis recordes de demanda no Sistema Interligado Nacional (SIN) em 2014. De acordo com informações dispostas nos boletins especiais de carga, a demanda instantânea máxima saltou de 79.924MW em 04 de dezembro, último pico de 2013, para 84.331MW no último registro, em 3 de fevereiro de 2014, um crescimento de 5,5%.As regiões Sul e Sudeste-Centro Oeste também registraram seis picos de consumo cada. De acordo com o último boletim mensal de carga, referente ao mês de janeiro, os dois subsistemas participaram com 78% da carga do SIN.Com poucas e espaçadas chuvas e temperaturas bem acima dos 30º há vários dias - no Rio de Janeiro a sensação térmica beirou inacreditáveis 57º nesta semana, segundo o Alerta Rio, serviço de meteorologia da capital fluminense -, o uso intensivo de aparelhos de refrigeração já reflete na demanda. Os valores de carga de energia do SIN registraram expansão de 11,8% em janeiro ante o mesmo período do ano passado (caracterizado por temperaturas mais amenas). Além do aumento do uso de ventiladores e aparelhos de ar condicionado, também reflete nessa expansão, aponta o ONS, a aceleração da atividade industrial.Por conta desse cenário, picos de demanda do SIN foram registrados entre 14h39 e 15h32. Nos subsistemas, recordes aconteceram entre 14h e 15h37 - o horário de maior consumo costumava ser por volta das 19h, após o fim do expediente comercial.Nesta terça-feira, uma falha no sistema provocou um apagão em diversos municípios do Sudeste, Sul e Centro-Oeste. A ocorrência foi registrada às 14h03, justamente dentro da faixa horária de maior consumo. Nesta mesma data, três minutos antes, o subsistema Sul registrou um novo recorde de demanda.No Governo Federal, a ordem é tentar desassociar a falha no sistema do aumento de consumo. "Nós temos tido picos de consumo nos últimos 15 dias, cada dia um pico diferente e não aconteceu nada. Até pode ter ocorrido, hoje mesmo, um outro pico de consumo, sem nenhuma intercorrência. Então não há uma relação entre uma coisa e outra”, disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em sua primeira entrevista após o apagão, exibida na edição do Jornal Nacional, da Rede Globo, desta quarta-feira (05/02).Para Erik Rêgo, consultor da Excelência Energética, porém, os dois eventos estão correlacionados. "Independente de quem está no poder, este é um discurso normal de governo. Mas não é o ideal do ponto de vista da transparência", disse.
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