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10/02/2014
Fitch: distribuidoras de energia sob pressão

Agência classifica risco de racionamento como razoávelDa redaçãoA agência de classificação Fitch Ratings divulgou uma análise sobre as distribuidoras de energia elétrica brasileira, em que, no seu entender, estariam novamente sob pressão, dado o atual cenário de baixo índice de chuvas. Segundo a agência, tal cenário associado ao elevado consumo energético, implica no desequilíbrio do abastecimento de energia, preços de energia de curto prazo (PLD) significativamente elevados e queima de caixa por parte das empresas para suportar os custos não esperados do PLD.“Em uma escala de risco classificada como baixa, mediana, razoável e provável, a agência acredita que o risco de um evento de racionamento é razoável. Caso um cenário de racionamento se apresente, sem medidas concretas por parte do regulador para evitar o enfraquecimento da capacidade financeira das distribuidoras, ações de rating negativas nas empresas do setor elétrico brasileiro poderão ocorrer”.Por isso, os próximos dois meses serão determinantes para a definição dos níveis dos reservatórios em 2014 e para melhor avaliar o risco de racionamento. A contínua ausência de chuvas até o começo de abril, onde se inicia o período mais seco, comprometerá a recuperação dos reservatórios mais importantes do País, como os do Sul e do Sudeste, e provavelmente resultará em medidas mais restritivas de consumo.A Fitch acredita que é bastante provável que o suporte do governo esteja em linha com a liberação de recursos não onerosos de um fundo governamental para suportar financeiramente as distribuidoras, a exemplo do que aconteceu em 2013, mas a continuidade de um cenário de baixo índice pluviométrico exigiria suporte adicional, a fim de evitar o rebaixamento dos ratings nas empresas do setor.Neste cenário, as empresas com datas de reajustes anuais até abril ou maio recuperariam sua capacidade de geração de caixa operacional. Já as distribuidoras com datas de reajuste nos meses seguintes permaneceriam com a liquidez fortemente pressionada por períodos maiores, elevando o risco de default no sistema.Dentre as empresas com reajustes programados para o segundo semestre e que poderão ser mais afetadas, caso o governo decida não suportar as distribuidoras com os recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), estão a Eletropaulo, Celpa, Cemar, CPFL – Piratininga e a Light“A autorização de um reajuste tarifário extraordinário para todas as distribuidoras seria positiva, mas é improvável. As duas opções de reajuste implicam maiores pressões inflacionárias. O governo, por sua vez, tem dado sinais claros de que o controle da inflação é prioridade, ainda que isto resulte em pressão fiscal nas contas públicas; redução da capacidade de geração de caixa operacional e de investimentos das companhias com preços controlados; e enfraquecimento do ambiente regulatório”.

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