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11/02/2014
Mercado brasileiro de smart grid deve crescer 43% ao ano até 2020, aponta estudo

Segundo a GlobalData, receitas passarão de US$36 milhões para US$432 milhões no períodoPor Maria DominguesUm estudo elaborado pela GlobalData, consultoria norte-americana especializada no setor de energia, aponta que o mercado brasileiro de smart grid deverá apresentar uma Taxa Composta de Crescimento Anual (CAGR, na sigla em inglês) de 43% até o final da década, com receitas crescendo de US$36 milhões em 2013 para US$432 milhões até 2020. De acordo com o último relatório, que se propôs a analisar os mercados da América do Sul e do Norte, do ponto de vista de mercado, aspecto regulatório e cadeia produtiva, o Brasil deverá liderar o mercado sulamericano, não apenas no que tange aos investimentos, mas também ao desenvolvimento. O relatório destaca que o crescimento será impulsionado pelo desenvolvimento de infraestrutura por conta da realização da Copa do Mundo Fifa, que acontece neste ano, além da necessidade de aumentar a confiabilidade do sistema, aliada à melhora da integração da energia renovável com o Sistema Interligado Nacional (SIN), reduzindo o consumo per capta. O estudo destaca ainda que, com as perdas de energia ultrapassando 20% em algumas regiões, as distribuidoras brasileiras terão que fazer investimentos em medidores inteligentes, para melhorar a eficiência. "Esperava-se que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) elaborasse as normas regulatórias para medidores inteligentes, que ajudariam o país a atingir a sua meta de melhorar sua eficiência energética. No entanto, a agência apenas definiu algumas regras e normas, que indiretamente requerem a implantação dessa tecnologia pelas distribuidoras", disse Sowmyavadhana Srinivasan, analista sênior da GlobalData.O especialista destaca a exigência regulatória feita às distribuidoras, que devem informar precisamente sobre a localização de cabos, transformadores e pontos de medições de clientes. Existe um plano de implementação de um sistema de medição de rede, que permitirá a integração dos sistemas de geração distribuída (micro e minigeração) ao sistema com facilidade", afirmou.Como gargalos para o desenvolvimento do mercado, a consultoria aponta a burocracia e falta de transparência, que pode prejudicar o interesse de investidores e a execução de contratos.

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