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14/02/2014
Copel intensifica ações para combater furto de energia elétrica

Estima-se que 2,46% da energia fornecida aos paranaenses seja desviada ilegalmenteDa redaçãoA Copel vai intensificar o combate às ligações irregulares e ao furto de energia. A companhia desenvolveu um plano para aumentar o número de fiscalizações em todo o Estado e está adquirindo um software que utiliza algoritmos e cruzamento de dados para selecionar imóveis com maior probabilidade de ocorrência de fraudes.O objetivo é aumentar a efetividade das inspeções realizadas pelas equipes da Companhia, que nos últimos três anos possibilitou recuperar 106 mil megawatts-hora em energia – ou o equivalente a R$ 40 milhões. Atualmente, estima-se que 2,46% da energia fornecida aos paranaenses seja desviada ilegalmente.Ao cruzar dados e informações com o uso de algoritmos, redes neurais e outras ferramentas de tecnologia da informação, o novo programa permitirá identificar e inspecionar estabelecimentos com maior probabilidade de apresentar irregularidades.“Em médio prazo, nossa previsão é dobrar a efetividade das inspeções realizadas e reduzir pela metade a porcentagem de energia consumida irregularmente”, destaca Eduardo Ditzel Neto, gerente da área que coordena as fiscalizações. “É nosso papel fiscalizar e coibir as fraudes e garantir que os consumidores regulares, que pagam pela energia que consomem, não sejam prejudicados”, disse.BENEFÍCIOS - As ações de combate às fraudes vão contribuir para dissuadir os golpistas e garantir maior qualidade ao fornecimento de energia. Além de ser crime, o furto de energia sobrecarrega a rede elétrica, podendo causar oscilações de tensão e até falta de luz. “Com o combate intenso às irregularidades, a Copel contribui para a modicidade tarifária e garante o fornecimento adequado e seguro de energia a todos os paranaenses”, explica Ditzel.O risco de acidentes também é alto deve-se à falta de padronização e proteção adequada das ligações clandestinas, muitas vezes com exposição de cabos de energia. Elas representam a segunda maior causa de mortes com eletricidade no Brasil, atrás apenas de acidentes fatais na construção e manutenção predial. Em 2012, houve 35 mortes no Brasil decorrentes de ligações irregulares, de acordo com a Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee).

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