Diretor presidente da empresa diz que no cenário atual eólicas e térmicas a biomassa são mais competitivas. PCHs ainda estão prejudicadasCarolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas 13/02/2014 De olho no mercado de energia solar, a Energisa Geração está realizando estudos da fonte na Paraíba. A ideia é tentar viabilizar um parque no estado, visto que existem expectativas do governo promover um leilão específico de energia solar. Eduardo Mantovani, diretor presidente da Energisa Geração, diz que o certame seria importante para o país, que ainda não tem praticamente nenhum fornecedor local. "A grande maioria dos equipamentos, que tem peso significativo no investimento, são importados", comentou.A estratégia do grupo Energisa na área de geração é apostar nas fontes renováveis. Além da solar, o interesse da empresa está nas eólicas, térmicas a biomassa e PCHs. No cenário atual, Mantovani vê as eólicas e até as térmicas a biomassa numa situação mais favorável do que as PCHs. "As PCHs estão meio prejudicadas por conta de exigências ambientais e até mesmo com relação a benefícios fiscais", diz. Para ele, as eólicas e a biomassa tem se mostrado mais competitivas.No entanto, ele reconhece que as mudanças promovidas pelo governo nos últimos leilões, diferenciando o preço-teto de algumas fontes, representam um grande avanço na viabilização das pequenas centrais hidrelétricas. Mas para o executivo, o ideal é que os certames fossem mais regionalizados, aproveitando melhor as especificidades de cada região. "O potencial eólico é encontrado mais fortemente no Nordeste e no Sul. Já a biomassa e as PCHs estão no Centro-Oeste e no Sudeste", apontou. Para ele, quanto mais regionalizado e separado por fontes for o certame, mais claro o processo fica para o empreendedor, podendo inclusive trazer resultados para o governo, no sentido de ampliar a geração de uma forma mais clara e definida.
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