Apesar do otimismo oficial, a possibilidade de avanços concretos é colocada em xeque por analistas como Nivalde de Castro, coordenador do grupo de estudos do setor elétrico da UFRJ. "A maior dificuldade dessas usinas é a situação econômica e financeira da Argentina", afirma Castro, um estudioso do processo de integração energética da América do Sul. Ele duvida da capacidade do país vizinho de bancar metade dos investimentos nas hidrelétricas, ou mesmo de ter garantias suficientes para um financiamento de longo prazo. Para o professor, o BNDES "teria dificuldades" em financiar a parte argentina das usinas, porque falta um marco regulatório claro e as tarifas de energia são fortemente subsidiadas no país vizinho. "Como a Argentina pode assinar um contrato de longo prazo com um agente financiador, se não permite sequer o reajuste de tarifas?", questiona Castro. Nos bastidores, empreiteiras interessadas nas hidrelétricas de Garabi e Panambi apontam as mesmas dificuldades e estão pouco esperançosas de que as obras possam começar em 2015. (Valor Econômico – 20.02.2014)
Localização
(51) 3012-4169
aeceee@aeceee.org.br