À espera de um socorro do TN, as distribuidoras de energia ganharam um prazo adicional para o pagamento da conta bilionária que tiveram em janeiro, com o acionamento intenso das usinas térmicas e com a exposição involuntária ao mercado "spot". Essa combinação explosiva provocou uma despesa de aproximadamente R$ 1,8 bilhão. Hoje vencia o prazo para o aporte de garantias financeiras das distribuidoras. Ou seja, elas tinham que depositar valores em espécie ou fianças bancárias que comprovassem a disponibilidade de recursos para quitar todos os gastos. A pedido das companhias, a Aneel adiou esse prazo e permitiu que o aporte seja feito até o dia 11 de março. De acordo com a Aneel, o novo prazo foi dado a pedido da Abradee, que alegou "significativo impacto financeiro referente a custos extraordinários de compra de energia". Além do uso das térmicas de forma mais intensa do que o esperado, as empresas ficaram expostas ao mercado "spot" porque não conseguiram contratar toda sua demanda nos leilões de energia do governo. Para tapar a diferença de 3.500 MW, elas têm que recorrer mensalmente ao mercado de curto prazo, onde houve uma disparada no valor do megawatt-hora. (Valor Econômico – .02.2014)
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