Em relatório distribuído a clientes, duas semanas atrás, o banco J.P. Morgan afirmou que "a manipulação dos preços 'spot' não é uma hipótese remota". Marcos Severine, analista que assina o relatório, lembra os efeitos de uma medida nesse sentido. Ela reduziria os valores desembolsados pelas distribuidoras para repor os volumes de energia descontratada. Esses desembolsos terão que ser pagos pelos consumidores, por meio de reajustes nas tarifas, ou assumidos pelo Tesouro. Um trio de geradoras estaduais - Cemig, Cesp e Copel - pode ter receitas adicionais de até R$ 7 bilhões neste ano com a venda de energia a preços elevados, segundo cálculos do J.P. Morgan. Elas têm 979 MW de energia sem nenhuma amarra contratual e negociada no mercado "spot". Luiz Eduardo Barata, presidente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), responsável pelo cálculo semanal da metodologia de preços, procura tranquilizar o mercado. "Não vejo nenhum espaço para uma mudança neste momento." (Valor Econômico – 28.02.2014)
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