O governo boliviano deve ponderar a alteração da hidrologia na Amazônia boliviana desde o rio Madeira, pelo efeito negativo das megausinas do Brasil, começando a analisar a possibilidade de exigir uma indenização pelos enormes danos e perdas econômicas causadas no norte do país, segundo a Liga do Meio Ambiente. No dia 18 de fevereiro, o presidente Evo Morales declarou em Trinidad que será realizada uma investigação a respeito do tema. “A Bolívia ainda está em posição de exigir uma auditoria ambiental de nível internacional para a avaliação do impacto atual e dos riscos e consequências futuras da alteração da hidrologia do rio Madeira. Também deveria ser analisada a possibilidade de exigir uma indenização”, afirmou o especialista da Liga, Octavio Ribera. Alertou que quando há pouca chuva ou deixa de chover, as inundações no norte amazônico não chegam senão nos meses de março e abril. Isso significa que que uma grande parte da água que agora inunda a planície central da Amazônia boliviana baixará nas próximas semanas. Um grupo de especialistas será encarregado de estudar os impactos das megausinas brasileiras na Bolívia. A Eletrobrás devolverá a usina térmica de 89 megawatts Rio Madeira à Bolívia e fará uma realocação como parte de um acordo energético binacional. (El Diario – 28.02.2014)
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