Segundo Greenpeace, 44% dos reatores nucleares no continente têm mais de 30 anos de operaçãoPor Natália BezuttiO Greenpeace alertou em estudo que o envelhecimento dos reatores nucleares tem elevado o risco de acidentes nucleares na Europa, com prejuízos econômicos e ambientais significativos. Segundo o órgão, a segurança dos reatores não pode ser garantida após 30 anos de operação, mas, no entanto, os países do continente têm estendido esse limite.Os dados divulgados apontam que dos 151 reatores na Europa, 44% são acima de 30 anos, sendo: 66 com mais de 30 anos; 25, com mais de 35 anos, e 7 com mais de 40 anos, ameaçando ultrapassar a vida útil conforme concepção técnica.“Não seria uma surpresa que os operadores dessas plantas já estejam ferozmente fazendo lobby com o governo para obter extensões de operação, ao invés de programar o descomissionamento e a eliminação dos resíduos”, diz Jan Haverkamp, consultor e especialista do Greenpeace sobre energia nuclear sobre o estudo.Segundo o texto, 27% dos reatores em operação na Europa, devem ser desligados nos próximos 5 anos. “Apostar no na extensão do período de vida das usinas nucleares seria um erro múltiplo para a União Europeia”, continua Haverkamp.Além disso, o custo médio para o retrofite dos reatores ficaria em U$420 por kW, e não seria suficiente para garantir os patamares de segurança. Para essa análise, o estudo toma como base “lições aprendidas” em acidentes como o de Chernobyl e Fukushima, e com o progresso tecnológico e científico.Caso os países europeus estivessem dispostos, a desativação das usinas nucleares seria possível até 2040. No entanto, até o momento, apenas Luxembrugo e a Áustria possuem políticas anti-nuclear em curso.
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