Notícias do setor
13/03/2014
Governo deve esperar até abril antes de qualquer decisão sobre redução de consumo


Ainda há expectativa de que o quadro hidrológico alcance alguma melhora até o fim do período chuvosoSueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Operação e Manutenção 12/03/2014 O governo não deve adotar antes de abril qualquer decisão sobre a adoção de eventuais medidas de redução do consumo de  energia, embora autoridades do setor admitam publicamente que o cenário hidrológico está entre os piores já registrados. O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Hermes Chipp, afirma que "a situação é preocupante, mas não é crítica."  "Pode ser que a previsão que se tem para março não se concretize. Antes de abril não se toma nenhuma medida, porque a antecipação pode gerar um custo de arrependimento muito grande, que é você incomodar o consumidor desnecessariamente com redução de consumo", justificou Chipp. Ele acrescentou que a redução de consumo também representa perda adicional para as distribuidoras, porque a receita diminui. Chipp lembrou que o país atravessa, desde o final de dezembro e o início de janeiro, uma das piores hidrologias do histórico. As previsões meteorológicas para março melhoraram e, apesar de não serem muito intensas, as chuvas têm sido mais regulares. Com a diluição do sistema de alta pressão que impedia a chegada de frentes frias, a partir da segunda quinzena de fevereiro houve melhora significativa na região que mais preocupa, que a Sudeste/Centro-Oeste, principal reservatório do Sistema Interligado Nacional. O ONS trabalha com um crescimento médio da carga anual de 4,2% em 2014. Segundo Chipp, o pico de demanda registrado em janeiro e fevereiro "foi inteiramente atipico", porque além da temperatura mais alta houve perda de geração de pequenos empreendimentos. Não houve geração de biomassa, porque não é época de safra da cana; e as pequenas centrais hidrelétricas, que operam a fio d´água, tiveram a geração reduzida à ordem de 20% a 30% com a baixa vazão. "Então, não foi tudo pico de carga. Foi temperatura, mais a redução da geração a fio d'água, com pequenas usinas que geraram muito pouco em janeiro e  fevereiro", disse.

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