Em janeiro, distribuidoras gastaram R$ 1,2 bilhão com luz mais cara. Usinas complementam hidrelétricas, mas seca elevou uso de energia mais cara; repasse será feito ao longo de 5 anos.O governo decidiu que irá repassar para o consumidor, ao longo de cinco anos, uma conta do setor elétrico de R$ 1,2 bilhão. O valor corresponde à ajuda dada às distribuidoras e servirá para que elas paguem as despesas de janeiro com compra de energia, mais cara devido ao uso de usinas termelétricas.A decisão de socorrer as distribuidoras foi publicada em decreto que não esclarecia fonte do recurso ou forma de pagamento.As térmicas são usinas mais poluentes e, em geral, usadas para complementar a geração das hidrelétricas. Como o país vem enfrentando períodos de seca mais severos desde 2012, elas estão sendo usadas em larga escala, pressionando custos.Normalmente, as distribuidoras arcavam com a despesa das térmicas e repassavam o custo para o consumidor no ano seguinte, na revisão tarifária. Com o incremento do uso das térmicas, no ano passado o governo decidiu diluir o repasse desse custo ao consumidor ao longo dos cinco anos seguintes.Ontem, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, disse que a mesma fórmula será adotada para custos adicionais neste ano. Segundo ele, "o novo decreto alterou algumas cláusulas, mas mantém as mesmas características do ano passado", quando as distribuidoras receberam ajuda semelhante (Folha de S.Paulo, 13/3/14)Carga de energia elétrica no sistema nacional sobe 7,8% em fevereiroA carga de energia elétrica no sistema nacional subiu 7,8 por cento em fevereiro na comparação com mesmo mês de 2013, diante principalmente de temperaturas elevadas e escassez de chuvas resultando no uso intensivo de aparelhos de refrigeração principalmente no Sul e Sudeste/Centro Oeste.Um forte consumo de carga contribui para elevar a necessidade de geração de energia termelétrica do país em momento em que os níveis dos reservatórios das principais regiões levantam preocupações sobre apagões ou racionamento de energia no país neste ano.O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou nesta quarta-feira que a carga de energia em fevereiro somou 69.397 megawatts (MW) médios, sem considerar a carga de Manaus, que foi interligado ao sistema em 9 de julho de 2013.Considerando a integração de Manaus, a carga do sistema no mês passado foi de 70.359 MW médios, um crescimento de 9,3 por cento em relação ao a fevereiro de 2013.Além do maior uso de equipamentos de refrigeração, o ONS atribuiu o forte aumento da carga ao maior número de dias úteis no mês passado, já que em 2013 o Carnaval ocorreu em fevereiro.O principal crescimento da carga ocorreu na região Sul, uma alta de 12 por cento motivada pela continuidade do bom desempenho das atividades econômicas da região, baseado nos resultados da agroindústria e a maior utilização dos aparelhos de refrigeração e ventilação.No Sudeste/Centro Oeste, o crescimento da carga consumida foi de 7,5 por cento, no Nordeste foi de 5,3 por cento e no Norte foi de 4,8 por cento.RESERVATÓRIOSO nível das represas no Sudeste está em 35,69 por cento da capacidade, avançando em março. A expectativa é de que os reservatórios dessa região cheguem a 41,3 por cento no início de abril.Já no Sul a capacidade está 40,13 por cento, conforme dados do ONS fechados na terça-feira. No Norte, o nível está em 82,73 por cento. No Nordeste, as represas situam-se em 42,07 por cento de armazenamento (Reuters, 12/3/14)
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