O presidente da Abradee, Nelson Fonseca Leite, disse ao GLOBO que, se uma solução para o déficit do setor elétrico não for adotada até 9 de abril — prazo definido pelo governo para equacionar o problema —, as empresas poderão pedir uma revisão de seus contratos, o que levaria a um aumento da conta de luz. A demanda pelo chamado reequilíbrio econômico-financeiro, medida prevista em contrato, levaria ao repasse, para os consumidores, dos custos extras do setor com a escassez de energia. Projeção feita pela Abradee indica que cada R$ 1 bilhão de gasto extra das empresas com o uso de usinas térmicas ou pela compra da energia no mercado de curto prazo poderá acarretar aumento de um ponto percentual nas tarifas médias dos consumidores nacionais. Ao longo do ano, existe uma projeção de que esses custos extras poderão chegar a R$ 18 bilhões. — O setor vai ficar no limite (financeiro), apertado para pagar (a conta de janeiro), mas vai conseguir. Mas a distribuidora tem um instrumento contratual que prevê que ela possa pedir uma revisão tarifária extraordinária, em caso de desequilíbrio econômico-financeiro. Temos algumas distribuidoras que sofrem mais o efeito das térmicas, e há algumas que estão cogitando pedir isso. O problema é que, uma vez feita essa revisão, você tem o efeito do repasse imediato para a tarifa, o que dá uma elevação (da conta), por isso esperamos que distribuidoras não tenham de usar essa cláusula contratual — disse Leite. (O Globo – 11.03.2014)
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