Levando em conta todos os esqueletos que estão se criando no setor elétrico, há um reajuste das tarifas de até 35% reprimido nesse momento, segundo cálculos apresentados pela Abrace, a associação dos grandes consumidores industriais de energia. É uma espécie de "bomba tarifária", conforme definiu o presidente da Abrace, Paulo Pedrosa, que deve ser contida pelo governo. "Acho que não é viável, e seria até temerário, colocar isso em prática", afirmou o executivo, lembrando as manifestações populares de junho do ano passado. Para chegar a esse número, Pedrosa enumerou diversos fatores de pressão: o IGP-M acumulado em 12 meses e os preços da energia devem colaborar com 8% a 10%; há 4% pelas perdas de eletricidade e pelo uso das térmicas no ano passado; e outros 4,6% correspondem ao déficit da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) já apontado em 2014. Resta a principal "bomba" nas contas de luz: de 10% a 15%, dependendo das estimativas, para fechar o buraco causado neste ano pelo acionamento das térmicas e pela exposição das distribuidoras ao mercado de curto prazo. Para o executivo, seria melhor negociar com grandes consumidores um programa de redução do consumo, mediante incentivos. (Valor Econômico – 12.03.2014)
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