Notícias do setor
14/03/2014
Especialistas preveem reajustes escalonados

Após caírem em 2013, as tarifas residenciais de energia podem voltar a subir acima da inflação. As estimativas do Banco Central consideram reajuste médio de 7,5% - num ano em que a perspectiva é de alta de 6% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), segundo o boletim Focus -, mas na avaliação de especialistas, esse aumento poderá ser maior. Para que o aumento nas tarifas residenciais seja de 7,5% em 2014, o Tesouro Nacional teria que bancar integralmente o custo adicional decorrente principalmente do uso intensivo das térmicas, afirma o presidente da comercializadora de energia Comerc, Cristopher Alexander Vlavianos. Seus cálculos indicam que o reajuste necessário para equilibrar as contas do setor é de cerca de 25%, já considerando o aporte de R$ 9 bilhões previsto no Orçamento deste ano. "Um aumento de 7,5% apenas compensaria a inflação", afirma. Além do custo das térmicas, outros fatores tendem a pressionar o custo da energia elétrica neste ano. O câmbio é um dos componentes de preço da energia produzida pela hidrelétrica de Itaipu, responsável por 17% do fornecimento do país. (Valor Econômico – 12.03.2014) 

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