Valor poderá ser liberado por um banco ou pool de bancos e o pagamento deverá começar apenas em 2016 após o repasse para as tarifasMauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Pauli, Negócios e Empresas 14/03/2014 O empréstimo de R$ 8 bilhões que a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica buscará no mercado para auxiliar as distribuidoras deverá ser paga em um ou dois anos. Os ativos regulatórios das distribuidoras serão dados como a garantia para esse financiamento que será apurado mensalmente na liquidação da câmara, segundo a sua exposição involuntária. A entidade deverá fechar em breve a instituição financeira ou o pool de bancos que deverá liberar o dinheiro.O presidente do Conselho de Administração da CCEE, Luiz Eduardo Barata, afirmou que o repasse para a tarifa da distribuidora começará no ano que vem e o início do pagamento aos bancos a partir de 2016. Ainda não está definido o prazo de amortização dessa dívida poderá ser em até dois anos. De acordo com o executivo, as taxas ainda não estão fechadas, mas classificou-as de "bem negociadas". Ele também não revelou possíveis bancos que farão a liberação dos recursos, mas não descartou a participação do BNDES.Nem mesmo a proximidade do encerramento das concessões da maioria das distribuidoras em julho do ano que vem deverá interferir no processo. Segundo Barata, o empréstimo está atrelado à concessão e não à empresa concessionária.O executivo revelou em entrevista coletiva nesta sexta-feira, 14 de março, que a exposição involuntária das distribuidoras deverá ser reduzida este ano com o A-0 anunciado ontem pelo governo. Contudo, disse ainda que se a conta passar dos R$ 8 bilhões não há problema porque esse montante é uma estimativa de valores. E garante que não faltarão recursos para o pagamento. Os ativos regulatórios, ou seja, o aumento de tarifa que será repassado aos consumidores será a garantia oferecida aos bancos.Nos termos negociados entre o governo, a Abradee e Aneel, se houver inadimplência para a amortização do empréstimo, o valor em aberto será rateado entre as demais empresas e depois ajustado. Para esse caso será criado um fundo garantidor. Apesar disso, Barata disse que acredita na adimplência de todas as distribuidoras.Para a criação da conta ACR são necessários atos do poder concedente. "Esperamos que o decreto do MME seja publicado na semana que vem e nas duas próximas semanas tenhamos a resolução da Aneel e em abril ja estaremos fazendo a primeira captação para a liquidação do mês de fevereiro", afirmou o executivo.
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