Para agência de classificação de risco, ação mostra intervencionismo do governo no setorDa Agência CanalEneriga, Negócios e Empresas 17/03/2014 O pacote de ajuda econômica às distribuidoras lançado pelo governo na última quinta-feira, 13 de março, foi definido pela agência de classificação de risco Fitch Ratings como a intensificação do risco no setor de energia e mais uma ação heterodoxa para ajudá-lo a lidar com uma difícil situação. A Fitch emitiu comunicado nesta segunda-feira, 17 de março, comentando o pacote.De acordo com a agência, as medidas tomadas pelo governo se por um lado resolvem os problemas de caixa das distribuidoras, por outro mostra intervencionismo no setor, que aumentarão o passivo do governo e pressionarão as tarifas das distribuidoras nos próximos anos. Ainda de acordo com a Fitch, os aportes via CDE e a captação vão somar um total de R$ 21 bilhões. O governo previa aportar via conta de desenvolvimento energético apenas R$ 9 bilhões.O comunicado da Fitch salientou que este ano o setor elétrico está em uma situação delicada devido aos níveis dos reservatórios. Ele lembra que em janeiro, Light, CPFL, Eletropaulo, Cemig e Copel foram as distribuidoras mais expostas. Para fevereiro, ela projeta que esses valores sejam ao menos o dobro em cada companhia, já que o preço de liquidação de diferenças mais que dobrou em relação a janeiro.
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