Executivos de bancos consideram "viável e atrativo" a concessão de financiamento de R$ 8 bilhões para a CCEE, desde que seja feita a modelagem adequada da operação para levantar "funding" de longo prazo e para fornecer garantias. Os bancos federais e privados foram consultados pelo Ministério da Fazenda para saber se aceitariam emprestar recursos para a CCEE e, assim, evitar que seja feito um reajuste de tarifas de energia elétrica neste ano para pagar o elevado custo do acionamento das usinas térmicas. A resposta, em geral, foi sim. Segundo fontes oficiais, esse seria um empréstimo de longo prazo, com mais de cinco ou seis anos, porque o reajuste das tarifas programado para 2015 levaria um bom período para cobrir os custos da energia mais cara gerada neste ano. Um das preocupações é encontrar uma fonte de financiamento de prazo tão longo com custos razoáveis. Segundo um executivo do setor financeiro, o BNDES deveria criar uma linha especial para esse fim. Os recursos seriam, então, repassados à CCEE por meio dos bancos. Um dos problemas dessa solução é que o dinheiro para ajudar a fechar as contas do setor elétrico neste ano viria, de forma indireta, do próprio Tesouro Nacional, que é o principal fornecedor de "funding" para o BNDES. Ou seja, poderia levantar suspeitas de que o governo está, mais uma vez, recorrendo à chamada contabilidade criativa para cumprir as metas fiscais. O repasse dos recursos por outros bancos, incluindo instituições privadas, mitigaria um pouco das críticas quanto a contabilidade criativa. (Valor Econômico – 17.03.2014
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