No leilão previsto para 25 de abril, o governo vai ofertar energia gerada por usinas termelétricas, o que deve elevar o custo em relação ao leilão de dezembro, na visão de especialistas. Dos 3,3 MW médios que as distribuidoras precisam adquirir no leilão, o governo conta com uma oferta de mil MW médios apenas de termelétricas da Petrobras. A expectativa é fechar contratos de longo prazo de forma a atender toda a necessidade das distribuidoras, para que elas não precisem comprar energia no mercado de curto prazo. Como as usinas termelétricas são mais caras, além de mais poluentes do que as hidrelétricas, esse custo de geração deve se refletir no leilão. Mas o mercado conta com a boa vontade da Petrobras para segurar as tarifas. Na sexta-feira, o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, revelou que, nas projeções de investimentos de R$ 12 bilhões no setor elétrico, o governo previu um custo médio de R$ 470 por MWh da energia em 2014. Nos primeiros meses do ano, esse preço esteve no teto de R$ 822. (O Globo – 16.03.2014)
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