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21/03/2014
Preço do A-0 não poderá ser alto senão distribuidoras podem ficar no MCP, avalia Abradee


Dependendo do patamar de preços, empresas podem considerar mais vantajoso o mercado spot até julho de 2015, quando 5 GWmed viram cotaMauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Negócios e Empresas 20/03/2014 O equacionamento dos preços para o leilão A-0 parece ser a maior dor de cabeça que o governo federal terá que enfrentar. O problema está justamente colocado em função da necessidade de auxiliar as distribuidoras nesse momento de exposição involuntária de 3,5 GW médios e a perspectiva da entrada das cotas de energia em meados do ano que vem. Essa energia velha somará 5 GW médios o que em teoria é suficiente para cobrir o buraco que foi deixado este ano.De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, Nelson Fonseca Leite, o preço não pode ser tão elevado a ponto de as distribuidoras considerarem ser mais vantajoso ficar no mercado de curto prazo até julho do ano que vem. "O preço estabelecido não pode ser tão alto para que não fique mais vantajoso para as distribuidoras comprar no mercado de curto prazo até que a energia velha vire cota efetivamente. Então essa preocupação servirá para balizar o teto do preço do leilão", avaliou ele.Contudo, conforme revelou a Agência CanalEnergia, o mercado diz que o preço será fundamental para que o leilão atraia efetivamente os geradores a vender a energia disponível no mercado durante o A-0 ao invés de liquidá-la ao PLD. Fala-se entre um valor de R$ 300 por MWh no mínimo a até R$ 400 por MWh em um período de contratação que ficará entre cinco e oito anos, conforme apontou o governo.No A-1 do ano passado, o valor mais elevado para a energia ficou para o produto de 12 meses ao preço teto de R$ 192 por MWh. Apesar dessa referência de preços no ano passado, o executivo lembrou que o momento do setor elétrico era outro e que agora temos reservatórios mais baixos e preços mais elevados. Contudo, preferiu não arriscar qual seria um patamar de preços mais adequado."Em janeiro tivemos uma liquidação na CCEE com o PLD médio de R$ 385 por MWh e isso dá para imaginar o que pode vir para o leilão A-0", disse ele a jornalistas durante evento sobre redes inteligentes promovido pela agência britânica UK Trade & Investment.Para o executivo a questão de prazos é mais importante para o gerador e não tem tanto impacto para o distribuidor. O tempo de duração do contrato deve compensar o preço mais baixo que se propõe negociar a energia. "Esse é o trade off para o gerador,o governo deverá dimensionar esses indicadores para tentar ser atrativo", lembrou.

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