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21/03/2014
Copel: renovação da distribuidora não está na lista de preocupações

Empresa não vê razões para a renovação ser negada pelo Poder ConcedentePor Wagner FreireA paranaense Copel afirmou que a renovação do contrato de concessão do segmento de distribuição não preocupa a empresa. "Não consta na nossa lista de preocupações", disse o diretor presidente da Copel Distribuição, Vlademir Santo Daleffe, durante teleconferência com analistas nesta quarta-feira (19/3).Assim como outras 33 distribuidoras, o contratado de concessão da Copel-D se encerra em 7 de julho de 2015. A empresa já manifestou interesse em renovar o contrato, com 36 meses de antecedência ao vencimento, como manda a legislação vigente. O governo teria que se manifestar até janeiro deste ano, o que não ocorreu, explicou Daleffe."O contrato de concessão preconiza duas premissas básicas que levariam ou não à renovação. A primeira dela é a qualidade dos serviços prestados no fornecimento de energia; e segunda é a sustentabilidade econômica da concessão. Se for falar da primeira premissa, a Copel não tem o que se preocupar até porque ela tem sido constantemente referência do setor no sentido de qualidade e confiabilidade", disse o executivo.Quanto ao segundo ponto, a companhia vem colocando em prática desde o ano passado um plano de reestruturação organizacional de redução de custos. A meta é reduzir os custos operacionais da distribuidora em R$300 milhões até 2015. A economia em 2013 foi de 7,3%, o equivalente a R$111 milhões e a estimativa para 2014 é de mais R$100 milhões de redução.A maior contribuição vem com a redução de pessoal. Só no quatro trimestre 148 funcionários da distribuidora aderiram ao plano de demissão voluntária. "O plano tem dado excelente resultado. Conseguimos reduzir mais de R$100 milhões no ano passado, e esse número deve se repetir nesse ano, o que nos colocaria já a partir de 2015 em patamar muito próximo dos referenciais regulatórios", disse Daleffe. "Ou seja, não há motivo técnico para que a Copel não tenha a renovação assegurada a partir do próximo ano", completou.O executivo acredita que a renovação não será onerosa. "Até porque temos as revisões periódicas tarifárias que se encarregam de fazer esse tipo de ajuste", lembrou. Ele ainda destacou que a demora do Poder Concedente em tomar uma posição mostra há dificuldade em que se está tendo para definir as regras de renovação. "A nossa expectativa é das melhores possíveis", concluiu Daleffe.

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