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25/03/2014
Cemig busca recompor portfólio de geração para compensar perda de concessões


Empresa vai repassar ao governo, devido ao término da concessão, 18 usinas em 2015, que totalizam cerca de 1 GWCarolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas 24/03/2014 A Cemig está focada na recomposição do seu portfólio de geração, visto que em 2015 terá que devolver à União 18 empreendimentos, que totalizam cerca de 1 GW, entre eles as UHEs São Simão, Jaguara e Miranda. Isso porque a companhia não aceitou os termos de renovação das concessões pautados pela Medida Provisória 579, atual Lei 12.783/2013. Como parte deste plano, Djalma Bastos de Morais, diretor presidente da Cemig, comentou que a empresa em 2013 adquiriu participação na Renova com a Brasil PCH; criou junto com a Vale a Aliança Geração de Energia; e mais recentemente ainda adquiriu a participação da Andrade Gutierrez na Madeira Energia, que administra a UHE Santo Antônio (RO, 3.568 MW)."Paulatinamente estamos readquirindo o que nós tínhamos em nosso parque gerador. Recentemente adquirimos 10% também de Santo Antonio, ou seja, adquirmos uma Três Marias dentro de Santo Antônio. Então, mesmo que não tenhamos sucesso com aquilo que estamos lutando na Justiça [em relação a MP 579],estamos ampliando o nosso parque gerador para que tenhamos um conforto a partir de 2015, que é quando vencem as concessões", declarou Moraes durante teleconferência para divulgação dos resultados do 4º trimestre de 2013.Segundo Luiz Fernando Rolla, diretor de Finanças e Relações com Investidores da Cemig, a estratégia do grupo é recompor o caixa, buscando sempre oportunidades de aquisições. Ele citou como exemplo a Renova, que, segundo o executivo, tem grande potencial de crescimento e que deverá chegar em 2016 com 2 GW de capacidade instalada. "Ainda temos o acordo com a Vale, na Aliança Geração, que é uma empresa que nasce com 1.100 MW, com geração de caixa bastante sólida e com zero de dívidas. Isso vai permitir que essa empresa possa crescer não só através de aquisições, mas também através de projetos de novas plantas, que dentro das perspectivas que existem no setor elétrico, podemos investir não só em hidrelétricas, mas também em termelétricas", disse Rolla.

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